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Taxas de juros curtas e intermediárias fecham em leve alta

Os juros futuros fecharam a etapa regular da BM&FBovespa em leve alta nos vencimentos curtos e intermediários e viés de baixa nos longos. A oscilação foi restrita ao longo da sessão, mais uma vez marcada pelo giro fraco de contratos, refletindo o compasso de espera do mercado pelo avanço da pauta fiscal. Sem agenda doméstica relevante, o investidor esteve de olho principalmente no exterior e no comportamento do câmbio.

Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) vencimento em janeiro de 2017 (111.600 contratos) fechou esta terça-feira, 16, em 13,985%, na máxima, ante 13,965% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2018 (70.590 contratos) passou de 12,65% para 12,70%. O DI janeiro de 2019 (123.890 contratos) encerrou em 12,11%, de 12,08%.

Os juros longos, assim como o dólar, mantiveram o sinal de baixa desde o começo da sessão, diante da manutenção da expectativa de entrada de fluxo para mercados emergentes - principalmente se houver avanço nas reformas econômicas e adiamento da alta de juros nos Estados Unidos.

A terça-feira começou com queda nas taxas da ponta longa, assegurada pelo dado de inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos EUA em julho, cujo núcleo avançou, 0,1%, abaixo da expectativa de +0,2%.

Porém, desaceleraram o recuo após as considerações do presidente do Federal Reserve de Nova York, William Dudley, de que outra elevação dos juros nos Estados Unidos está se aproximando e uma alta já na próxima reunião de setembro é "possível". De todo modo, é consenso entre analistas que o processo de aperto monetário se dará em ritmo bastante gradual.

À tarde, a postura do investidor ficou ainda um pouco mais conservadora na medida em que o dólar reduzia o declínio ante o real, sem que o noticiário também tivesse potência para influenciar a curva. "O mercado está num momento de expectativa, aguardando que acabe a Olimpíada, que venha o impeachment e que passem as eleições para o Congresso voltar a trabalhar", resumiu o sócio-diretor da Jive Asset, Leonardo Monoli.

A rigidez da parte curta, por sua vez, tem sido testada para cima, uma vez que o noticiário para a inflação tem balançado as apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) terá condições de reduzir a Selic ainda este ano.