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Taxas de juros de curto prazo operam em queda após IPCA-15 vir abaixo do esperado

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de 0,43% em março, após alta de 1,42% em fevereiro, pressiona o mercado de juros no início desta quarta-feira, 23. Por volta das 10 horas, o DI para janeiro de 2017 estava em 13,675%, de 13,710% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 estava em 13,670%, de 13,61%.

A desaceleração dos indicadores inflacionários reduz a pressão sobre uma eventual alta dos juros, ao mesmo tempo em que pode indicar uma antecipação do corte da taxa Selic.

Além do IPCA-15 abaixo do esperado - o mercado projetava um índice entre 0,44% e 0,67%, com mediana de 0,55% -, o mercado de juros também reage ao ambiente político conturbado. Na terça-feira à noite o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o juiz Sérgio Moro enviasse à Corte os processos que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em contrapartida à decisão de Teori, analisada pelo mercado financeiro como favorável ao Planalto, a mesma terça-feira à noite marcou a decisão do executivo Marcelo Odebrecht de fechar acordo de delação premiada. Outra informação considerada negativa para a presidente Dilma Rousseff é a posição do vice-presidente Michel Temer de manter para o dia 29, próxima terça-feira, a decisão sobre se o PMDB irá romper com o governo.

Nas curvas de longo prazo, os juros apresentam alta acompanhando a elevação do dólar, esta pressionada pelas operações do Banco Central (BC) no mercado brasileiro e por declarações dadas pelos presidentes do Fed de Chicago, Charles Evans, e da Filadélfia, Patrick Harker. Evans e Harker sinalizaram que o Federal Reserve, o banco central norte-americano, poderia aumentar a taxa de juros nos EUA.