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Taxas de juros sobem com fala de Tombini e à espera de contingenciamento

As taxas no mercado de juros futuros reagem com um viés de alta à fala do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, que na quinta-feira, 18, à noite, afastou a chance de a Selic cair no curto prazo. Tombini reafirmou a linha de comunicação do diretor de política monetária do BC, Aldo Mendes, na tarde de quinta.

"O quadro inflacionário não permite falar em distensão monetária", disse em entrevista à GloboNews, acrescentando que as próximas decisões de política monetária serão tomadas depois dos dados que saírem nas próximas semanas. Tombini ressaltou que o mercado financeiro espera desinflação de 3 pontos porcentuais este ano e que o BC conta com uma redução ainda maior, já que a intenção é levar o IPCA para baixo do teto da meta de 6,5% em 2016. Segundo ele, a desinflação projetada para o primeiro semestre pelo BC é de 2 pontos. Segundo ele, a decisão do Copom de janeiro teve "zero" de interferência política.

Já na abertura do mercado de juros, os DIs demonstraram viés de alta, ainda que perto da estabilidade. Além de reagir às palavras de Tombini, analistas e operadores seguem atentos a decisões fiscais do governo. "No Brasil, o mercado estará atento ao possível anúncio do contingenciamento pelo Ministério da Fazenda", escrevem os analistas do banco Bradesco em relatório.

Às 9h31, o DI para janeiro de 2017 estava em 14,360%, ante 14,320% no ajuste da véspera. O DI para janeiro de 2018 abre a 14,92%, vindo de 14,83% no ajuste anterior. E o vencimento para janeiro de 2021 estava em 15,95%, ante 15,88% no ajuste anterior.

Por volta das 10 horas, os juros dos Treasuries reverteram ganhos de mais cedo e passaram a cair, em meio a um movimento de aversão a risco gerado pela fraqueza do petróleo, que favorece ativos considerados mais seguros, como os papéis da dívida dos EUA e a moeda japonesa, o iene.

Em seu pior momento, o petróleo na Nymex chegou a se enfraquecer mais de 2% nos negócios da manhã. Às 9h53 (de Brasília), o rendimento da T-note de 2 anos caía a 0,689%, enquanto o da T-note de 10 anos recuava a 1,724% e o do T-bond de 30 anos diminuía a 2,597%.