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Taxas de juros zeram queda e fecham estáveis, com dólar e Treasuries

A trajetória de queda que conduziu os juros futuros durante a manhã perdeu força à tarde, em meio à alta do dólar, ajustes técnicos e avanço maior dos rendimentos dos Treasuries mais longos. As taxas encerraram esta sexta-feira, 14, estáveis, com viés de alta em alguns vencimentos, mas as de curtíssimo prazo fecharam em queda.

Ao término da negociação normal, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 fechou na máxima, com taxa de 11,97%, igual ao ajuste de quinta, com 195.285 contratos. O DI janeiro de 2019 (173.495 contratos) terminou em 11,36%, também na máxima, de 11,35% no último ajuste. O DI janeiro de 2021 (133.180 contratos) encerrou estável, a 11,27%, também na máxima. Nos curtíssimos, o DI janeiro de 2017 (615.325 contratos) projetava 13,635% (máxima), de 13,641%.

O destaque do dia foi o anúncio da nova política de preços de combustíveis da Petrobras, tendo entre as premissas a paridade internacional, e também uma redução nos valores nas refinarias já a partir da zero hora deste sábado. A redução média no preço do diesel será de 2,7% e da gasolina em 3,2%. A Petrobras estima que, se a queda de preços concedida nas refinarias for integralmente repassada para o consumidor, a gasolina poderá ficar 1,4% mais barata para o consumidor final, nos postos de revenda. Além de promover um alívio, ainda que pequeno, na inflação de curto prazo, analistas afirmam que esta nova política oferece previsibilidade para os preços, o que vai facilitar os prognósticos para a inflação no longo prazo.

À tarde, as taxas passaram por uma correção, a partir da virada do dólar para o terreno positivo, o que desacelerou o ímpeto de queda. Na sequência, veio o discurso da presidente do Federal Reserve (o banco central norte-americano), Janet Yellen, que não falou diretamente sobre decisões de política monetária ou se o Fed irá elevar a taxa básica de juros até o final do ano, mas afirmou que manter uma política acomodatícia por muito tempo pode gerar custos e que é difícil medir seus benefícios.

Essa avaliação foi lida por alguns agentes como mais um sinal de que o aperto monetário nos EUA será em dezembro, considerando que, pela manhã, havia sido divulgado um índice de preços acima do esperado. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 0,3% em setembro, ante expectativa de 0,2%. O núcleo do PPI subiu 0,2% em setembro. Nesse caso, analistas previam avanço de 0,1%. Os juros dos Treasuries aceleraram a alta e a T-Note de dez anos marcava 1,794%, ante 1,745% no final da tarde de quinta.