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Taxas futuras de juros abrem em queda, mas passam a subir com influência do dólar

Aumenta a pressão pela saída da presidente Dilma Rousseff após as manifestações de domingo, que levaram às ruas pelo menos 3 milhões de pessoas em todo o País. Os investidores monitoram agora o Supremo Tribunal Federal (STF), que julga na quarta-feira os embargos sobre o rito de impeachment. No mercado de juros, as taxas futuras confirmaram a expectativa de uma abertura em baixa, reagindo à percepção de enfraquecimento da presidente após as manifestações de ontem e à queda do IBC-Br em janeiro.

No entanto, com a virada de direção do dólar, há pouco, os juros futuros também passaram a subir. Às 9h30, o DI para janeiro de 2017 apontava 13,790%, de 13,730% no ajuste de sexta-feira, enquanto o DI para janeiro de 2021 indicava 14,25%, de 14,19%.

Mais cedo, no Boletim Focus, o mercado reduziu a projeção para o IPCA em 2016, que passou de 7,59% para 7,46%, refletindo o arrefecimento dos indicadores recentes de inflação. Sobre a atividade econômica, a expectativa voltou a se deteriorar, de retração de 3,50% para 3,54%.

Os investidores também digerem o IBC-BR, que é considerado uma prévia do PIB, e recuou 8,12% em janeiro ante o mesmo mês de 2015. Na margem, a queda foi de 0,61%, abaixo do piso esperado.