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Taxas futuras de juros caem com dólar, mas curtos têm viés de alta com IPCA

Os juros futuros longos recuam nesta quarta-feira, 10, em linha com o dólar, enquanto as taxas curtas, porém, mostram viés de alta com a aceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e as intermediárias, refletindo alguma cautela interna. Outra notícia negativa seria a de que o IPCA de junho subiu 0,52%, acima da mediana das projeções, de 0,45%.

Os mercados domésticos resolveram dar mais atenção ao fato de que o Senado votou pela continuidade do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, do que ao sinal de derrota do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na Câmara.

A Casa aprovou, na madrugada desta quarta, o projeto de socorro aos Estados tirando o veto ao reajuste salarial acima da inflação aos servidores públicos por um período de dois anos. Do projeto original sobrou apenas uma contrapartida: limitar, por dois anos, o crescimento dos gastos à inflação do ano anterior.

"O ponto principal é o teto de gastos. Isso é o mais importante atualmente", disse o operador de renda fixa Luis Felipe Laudisio, da Renascença DTVM.

Às 9h42, o DI para janeiro de 2017 estava em 13,950%, de 13,935% no ajuste de terça. O DI para janeiro de 2018 estava em 12,68%, de 12,65% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 exibia 11,85%, mesma taxa do ajuste de terça.