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Taxas futuras de juros desaceleram queda e encerram perto dos ajustes anteriores

Os juros futuros estiveram em baixa durante boa parte da sessão desta segunda-feira, 20, mas o movimento perdeu força no meio da tarde, e encerraram perto dos ajustes anteriores. As taxas futuras acompanharam de perto a movimentação do dólar, que também desacelerou a queda ante o real na etapa vespertina. Os negócios foram conduzidos pelo maior apetite por ativos de risco no exterior, por sua vez, decorrente da redução do temor de saída do Reino Unido da União Europeia, chamada de Brexit, a ser decidida no plebiscito marcado para o dia 23.

O cenário doméstico, contudo, inspirou cautela, pelo risco fiscal advindo da negociação sobre a dívida dos Estados, elevado após o Rio de Janeiro ter decretado estado de calamidade pública em suas finanças.

Ao término da etapa regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 tinha taxa de 13,790%, de 13,785% no ajuste anterior, com 59.745 contratos. O DI para janeiro de 2018 (98.810 contratos) fechou estável em 12,78%. O DI janeiro de 2019, que movimentou 85.760 contratos, encerrou em 12,54%, mesmo nível do último ajuste. O DI janeiro de 2021 (76.815 contratos) terminou em 12,60%, de 12,62%.

Diante do crescimento das apostas de que o Reino Unido se manterá no bloco, após a morte da deputada Jo Cox, favorável à permanência, as bolsas e commodities subiram, assim como os juros dos Treasuries, e o dólar se enfraqueceu ante as demais moedas. Pesquisas publicadas no fim de semana mostraram que o "ficar" passou à frente do "sair" nas intenções de voto. Além disso, levantamento feito pelo Deutsche Bank no mercado de apostas revela que a chance de derrota do chamado Brexit subiu de 61% na manhã de quinta-feira para 74,4% no início desta segunda-feira.

No período da tarde desta sexta, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, afirmou que governadores fecharam acordo com a Fazenda sobre a renegociação da dívida, mas já estava encerrada a etapa regular da BM&FBovespa. Segundo ele, haverá seis meses de carência para pagamento das parcelas e a partir de janeiro, redução proporcional das parcelas por 18 meses. De acordo com fontes, a carência mensal seria limitada a R$ 300 milhões por Estado.