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Taxas futuras de juros fecham em baixa com avanço do processo de impeachment

Os juros futuros fecharam a sessão desta terça-feira, 9, em baixa, alguns deles nas mínimas, estimulados principalmente pelo andamento do processo de impeachment da presidente afstada Dilma Rousseff, cuja sessão de votação está ocorrendo no Senado, e pela queda do dólar, que chegou a ser negociado hoje abaixo de R$ 3,13.

As taxas encerraram com baixa expressiva no trecho longo, que reflete mais sensivelmente o risco político, ao qual está relacionada a questão da aprovação das medidas fiscais. Com o foco dos investidores no Senado, tanto a agenda doméstica, que trouxe a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), quanto o cenário externo - hoje sem indicadores relevantes - ficaram em segundo plano.

Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2017 (144.465 contratos) fechou em 13,935% (mínima), de 13,975% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2018 (112.405 contratos) terminou em 12,65% (mínima), de 12,74%. O DI janeiro de 2019 (115.780 contratos) caiu de 12,17% para 12,08% (mínima). O DI janeiro de 2021 (102.805 contratos) recuou de 11,95% para 11,85%.

As taxas operaram em queda desde a abertura e aceleraram a baixa no início da tarde após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que conduz a sessão de pronúncia do impeachment da petista, negar todas as questões de ordem da oposição que pediam a suspensão do processo.

A votação está em andamento. O senador Wellington Fagundes (PR-MT), que é relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, disse que votará pelo prosseguimento do processo de impeachment, posição sinalizada também pela senadora Lúcia Vânia (PSB-GO). Os senadores José Agripino (DEM-RN) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) declararam votos favoráveis ao prosseguimento. Já o senador Telmário Mota (PDT-RR) vai votar contra.

Na reunião de diretores do Banco Central com economistas em São Paulo, o tema do ajuste fiscal dominou os dois primeiros encontros, com os analistas reforçando a necessidade de aprovação das medidas ainda este ano.