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Taxas futuras de juros recuam, em linha com dólar e tom positivo no exterior

Os juros futuros recuam na manhã desta terça-feira, 12, alinhados à queda do dólar ante o real e refletindo o tom positivo visto nas praças financeiras internacionais diante da expectativa de estímulos monetários vindos do Banco do Japão (BoJ) e em meio à forte alta do petróleo. O desempenho das vendas no varejo em maio ajudam a pressionar os juros futuros, mas em segundo plano, de acordo com um operador de renda fixa.

Às 9h27, o DI para janeiro de 2018 estava em 12,66%, de 12,69% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 exibia 11,94%, de 11,99% no ajuste anterior.

As vendas do comércio varejista caíram 1,0% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, abaixo do piso das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de -0,50% a +1,00%, com mediana positiva de 0,40%.

Na comparação com maio de 2015, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram baixa de 9,0% em maio de 2016. Nesse confronto, as projeções iam de declínio de 4,95% a 8,00%, com mediana negativa de 6,30%. As vendas do varejo restrito acumulam retração de 7,3% no ano e recuo de 6,5% em 12 meses.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas caíram 0,4% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal. O resultado veio abaixo do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam crescimento de 0,10% a 2,70%, com mediana positiva de 1,20%.

Na comparação com maio de 2015, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram baixa de 10,2% em maio de 2016. Nesse confronto, as projeções variavam de retração de 8,70% a 5,90%, com mediana negativa de 7,60%.