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Taxas futuras de juros recuam, reagindo à denúncia contra Lula

Os juros futuros recuam nesta quinta-feira, 10, reagindo à notícia de que o Ministério Público de São Paulo denunciou na quarta criminalmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do tríplex no Guarujá, sustentando que ele cometeu crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e estelionato, além da ata do Copom, considerada mais suave pelo mercado, assim como pelo fraco desempenho das vendas do varejo em janeiro.

A percepção do mercado é de que a denúncia agrava mais a crise política para o Planalto.

O documento do Banco Central destaca que a autoridade monetária conta com um hiato do produto mais desinflacionário que o inicialmente previsto para este ano. Na semana passada, o Copom manteve a taxa básica de juros em 14,25% ao ano.

Às 9h33, O DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 13,79%, ante 13,89% no ajuste de quarta. O DI para janeiro de 2021 indicava 14,21%, de 14,39%.

Já os dados do varejo também colaboram para a desvalorização do dólar ante o real. As vendas do comércio varejista caíram 1,5% em janeiro de 2016 ante dezembro de 2015. No varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas caíram 1,6% em janeiro ante dezembro do ano passado, na série com ajuste sazonal. Os dois resultados vieram dentro do esperado.