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Taxas longas fecham em queda com exterior e dólar e curtas têm viés de alta

Os juros futuros de longo prazo encerraram a sessão em baixa, refletindo o desempenho do dólar e o cenário externo de menor aversão ao risco, enquanto os curtos terminaram em ligeira alta, influenciados por informações do boletim Focus. Neste quarto dia de sessão de julgamento do processo de impeachment, a própria presidente afastada, Dilma Rousseff, foi ao Senado para fazer sua defesa, mas o evento não chegou a pesar nos negócios.

Ao término da negociação regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2017 projetava 14,020% (56.360 contratos), de 14,005% no ajuste de sexta-feira. O DI janeiro de 2018 (112.900 contratos) fechou em 12,79%, de 12,77% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2019 (121.785 contratos) caiu de 12,29% para 12,26%. O DI janeiro de 2021 (87.360 contratos) encerrou com taxa de 12,09%, de 12,17%.

Segundo profissionais da renda fixa, mesmo sem novidades de impacto sobre a política monetária norte-americana, houve entre os investidores uma suavização do temor sobre uma postura mais agressiva do Federal Reserve que havia mexido com os mercados na sexta-feira, o que favoreceu o recuo dos DIs longos. As bolsas estavam em alta e o rendimento dos Treasuries caíam, com a T-Note de dez anos em 1,567% às 16h32, ante 1,621% no final da tarde de sexta-feira.

Outra influência de baixa veio do dólar, principalmente durante a tarde, com declínio de mais de 1%. Mais precisamente, ao término da negociação regular, a moeda norte-americana no segmento à vista era negociada em queda de 1,07%, a R$ 3,2334.

Por outro lado, as taxas curtas estiveram sob viés de alta, determinado pelos resultados da pesquisa Focus. A mediana para o IPCA de 2017 subiu de 5,12% para 5,14% e para 2016, de 7,31% para 7,34%.

Na seara política, as declarações de Dilma no Senado não chegaram a influenciar as taxas, sob a leitura de que em nada alteram a percepção de que seu impeachment será aprovado. Para o professor de Direito Constitucional Daniel Falcão, da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), a sessão de julgamento está "caindo" em discussões políticas e a situação não deve inverter o resultado esperado, que é o afastamento definitivo da petista, na avaliação dele.