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TIM fecha call center em Pernambuco e no Paraná e demite 1.700

A TIM desativou ontem suas unidades de call center próprias em Pernambuco e no Paraná. Ao todo, cerca de 1,7 mil pessoas foram demitidas - 1,2 mil em Pernambuco e 500 no Paraná, de acordo com informações dos sindicatos. A empresa encerrou o ano passado com 13.062 funcionários, conforme dados divulgados pela operadora no seu site de Relações com Investidores.

Sem confirmar o número de demissões, a TIM afirmou, em comunicado, que está reorganizando as atividades de atendimento ao consumidor, em meio a um plano de ganho de eficiência. "A partir de 8 de julho, empresas reconhecidas por sua experiência no mercado ampliarão suas atuações no teleatendimento ao cliente e continuarão seguindo um rígido padrão de controle e desempenho acompanhados de perto pela TIM", disse a companhia, em comunicado.

A decisão da TIM é de manter uma estrutura mista de atendimento ao consumidor, com um porcentual dos serviços realizado por empresas terceirizadas e parte por uma equipe própria. A TIM informou que manteve suas unidades de call center no Rio de Janeiro e em Santo André.

O Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações de Pernambuco (Sinttel-PE) afirmou, em comunicado, que não concorda com nenhum tipo de reestruturação que passe por demissões ou fechamento de postos de trabalho, mas que foi avisado da decisão da empresa de desativar o call center no Estado. O sindicato informou também, em comunicado, que conseguiu negociar compensações aos trabalhadores dispensados, como manutenção do plano de saúde até o fim do ano, entre outras medidas.

Foco

Em agosto do ano passado, a TIM anunciou um plano de reestruturação que prevê uma economia de R$ 1 bilhão até 2017. "As mudanças de processos e redistribuição de atividades de forma estratégica permitem manter o foco da companhia em serviços e infraestrutura que trazem mais competitividade e formas inovadoras de comunicação para toda a população", afirmou a empresa.

Na época do anúncio, o então presidente da TIM, Rodrigo Abreu, que já foi substituído, disse que a empresa evitaria grandes movimentos de reestruturação de pessoal. Ele ressaltou, porém, que a TIM sempre avaliava quais atividades deveriam ser internalizadas ou terceirizadas para melhorar a eficiência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.