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Toledo terá o primeiro parque de biociências do Paraná

Arnaldo Alves/ANPr  - Toledo terá o primeiro parque de biociências do Paraná
Arnaldo Alves/ANPr

A Região Oeste, uma das mais promissoras do Estado, abrigará o primeiro parque de biociências do Paraná. O Parque Científico e Tecnológico de Biociências (Biopark) foi lançado nesta quinta-feira (22), em Toledo (PR), onde será instalado pela indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi.

Se consolidado, o parque deverá transformar nas próximas décadas a região de Toledo em um polo do setor de biociências. O empreendimento,previsto para ocupar uma área de quatro milhões de metros quadrados, trabalha com expectativa de gerar mais de 30 mil empregos, a longo prazo.

 “O Biopark vai mudar o perfil da tecnologia e da ciência de Toledo e de toda a região. A chave do progresso mundial está na ciência e na tecnologia. Hoje é um dia emblemático para o Paraná”, disse o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, que participou da cerimônia ao lado do governador Beto Richa e outros convidados. 

Inicialmente serão investidos R$ 100 milhões no projeto. A perspectiva é que este valor alcance a cifra de R$ 500 milhões em cinco anos, segundo o empresário Luiz Donaduzzi, responsável pelo empreendimento.

Durante a solenidade, também foi assinado pelo governador um decreto que cria o marco regulatório para a implantação do Complexo Paranaense de Parques Tecnológicos no Estado. Um dos objetivos é estreitar os laços entre pesquisa, desenvolvimento e setor produtivo.

Colaboração

A criação do Biopark tem relação direta com o Parque TecnológicoItaipu (PTI). “O PTI faz parte desse processo desde o início, quando os idealizadores do Biopark vieram conhecer as nossas instalações com o intercâmbio de experiências”, afirmou Juan Sotuyo, diretor-superintendente da Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI). “Pretendemos fazer uma estreita colaboração nessa temática, que é convergente com a proposta de expansão do PTI. Há uma previsão de ampliar o parque com parcerias público-privadas”,disse. E concluiu: “Hoje é um dia de celebração para a região”.

Pesquisa e produção

Uma das ideias do projeto é unir, no mesmo espaço, conhecimento e negócios para resultados mais efetivos nos setores de farmacêutica e agroveterinária. O ponto central é desenvolver pesquisa e mão de obra qualificada, fazendo com que o conhecimento acadêmico se transforme em produtos que cheguem à população. Para isso, o Biopark também quer estimular a criação de startups e a instalação de empresas.

“O Biopark será uma grande atração da área das ciências porquepermitirá o desenvolvimento de empresas que darão suporte a novas unidades denegócios do setor”, afirmou Juan Sotuyo.

A Prati-Donaduzzi será a empresa âncora do parque. A indústria ocupará uma área de 270 mil metros quadrados. As obras estão previstas para o início de 2017. “Esse projeto vai se consolidar ao longo dos anos e vamos trazer progresso para a região toda”, afirmou o Luiz Donaduzzi. Hoje, a farmacêutica é uma das maiores fabricante de genéricos do País, com 11 bilhões de doses produzidas por ano. A indústria emprega 4,5 mil pessoas.

Convergência 

Em termos de estrutura, o Biopark terá áreas reservadas para instituições, como o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), hospitais,universidades, incubadoras de empresas, indústrias e até espaços para moradia e lazer. Um grande edifício corporativo servirá como ponto de referência no parque.

Está prevista a instalação de dois hospitais – um da Associação Beneficente de Saúde do Oeste do Paraná (Hoesp) e outro da Unimed. A Unioeste receberá um terreno para implantar um campus da universidade dentro do parque. A Universidade Federal do Paraná (UFPR) também deve instalar um campus do curso de Medicina no local. O projeto tem prazo de um ano e meio. A Unibio, universidade corporativa, oferecerá cursos técnicos e de pós-graduação no parque.

Colaboração: Assessoria.