20°
Máx
14°
Min

Transição entre Tombini e Ilan Goldfajn deve ser gradual e levar cerca de 1 mês

Indicado na manhã desta terça-feira, 17, à Presidência do Banco Central, Ilan Goldfajn deixa o setor bancário para assumir o novo posto. Até a oficialização do convite pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, Ilan ocupava o posto de economista-chefe e sócio do Itaú Unibanco. Para assumir a nova posição, precisará passar por uma sabatina no Senado. A transição de cargo, com Alexandre Tombini, deve ser gradual e levar cerca de um mês.

Tombini segue no comando do BC até a nomeação de Ilan, conforme Meirelles explicou durante entrevista coletiva à imprensa no anúncio da equipe econômica.

Economista, com mestrado pela PUC-Rio e doutorado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), Ilan foi consultor do Banco Mundial, do FMI e das Nações Unidas, além do governo brasileiro e do setor privado.

Exerceu o cargo de diretor de Política Econômica do Banco Central, entre 2000 e 2003, durante a gestão de Armínio Fraga, quando foi adotado o sistema de metas para a inflação. Foi também diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa em Economia da Casa das Garças (IEPE-CdG), entre 2006 e 2009, sócio-fundador da Ciano Consultoria (2008 e 2009), sócio-fundador e gestor da Ciano Investimentos (2007-2008) e sócio da Gávea Investimentos (2003-2006).

Em 1999, passou a fazer parte do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), atuando até o fim de 2008 como professor do Curso de Mestrado em Finanças Internacionais e em Macroeconomia. No FMI, sua atuação foi entre 1996 e 1999. Foi ainda professor assistente na Universidade de Brandeis, em Massachusetts, em 1995 e 1996, e membro do Conselho de Administração da Cyrela Commercial Properties de abril de 2007 a abril de 2013.

Ilan assume o cargo mais alto do BC aos 50 anos de idade. Em abril deste ano, em coluna publicada pelo jornal O Globo, defendeu que a autoridade monetária reduza a taxa básica de juros, a partir da observada trajetória de queda da inflação. Ponderou que o corte não deve ser feito no primeiro semestre, sob o risco de gerar "otimismos exagerados" no mercado financeiro. Para ele, é preciso primeiro garantir a redução da inflação.