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União revê plano para o setor

O projeto de estimular à aviação regional continuará no governo de Michel Temer, mas será reduzido. Em vez de reformar 270 aeroportos do interior e investir R$ 7 bilhões, como anunciou a presidente afastada Dilma Rousseff em dezembro de 2012, serão 170 projetos e um investimento indefinido, mas certamente menor.

"Fizemos uma triagem para avaliar o que se justificava tecnicamente e economicamente e chegamos a 170 aeroportos", disse Dario Lopes, secretário de Aviação Civil do Ministério dos Transportes.

A estimativa de levar voos comerciais para 270 aeroportos do interior era considerada exagerada no setor aéreo. "Não tem demanda e não vai ter", diz uma fonte de mercado.

A ordem no governo é estabelecer prioridades, escolher cerca de 20 aeroportos e fazer as primeiras licitações das obras. Segundo Lopes, a equipe econômica autorizou investimentos de R$ 300 milhões em 2017 na reformas de aeroportos. A lista dos projetos prioritários ainda não foi divulgada.

Outro ponto que estava no programa de Dilma e deve ser rediscutido é a concessão de subsídios para empresas aéreas que fizerem voos regionais. A primeira estimativa do então ministro da Aviação Civil do governo Dilma, Moreira Franco, era liberar R$ 1 bilhão por ano para subsídios.

São Paulo

Dezenove aeroportos de São Paulo estavam na lista original do programa de aviação regional. Segundo o Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), há apenas seis com operação regional e outros dois com potencial entre os 26 administrados pelo Estado.

"O custo de manter um aeroporto é alto. Precisa ter equipamento de raio X e carro de Bombeiros mesmo que só tenha um voo no local", explica o superintendente Ricardo Volpi. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.