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Valor da folha de pagamento real da indústria cai 7,9% em 2015, diz IBGE

O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria encolheu 7,9% em 2015. Trata-se da redução mais elevada da série histórica da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, iniciada em 2002 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Todas as 18 atividades pesquisadas registraram recuo. O impacto mais intenso para o total da folha veio dos cortes em meios de transporte (-13,4%), máquinas e equipamentos (-8,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,8%), alimentos e bebidas (-4,1%), produtos de metal (-12,3%), metalurgia básica (-11,0%), indústrias extrativas (-7,3%), borracha e plástico (-7,5%), outros produtos da indústria de transformação (-10,6%), papel e gráfica (-4,3%), calçados e couro (-9,8%), minerais não-metálicos (-5,4%), produtos têxteis (-7,6%), refino de petróleo e produção de álcool (-6,8%), produtos químicos (-2,0%) e vestuário (-3,7%).

Na passagem de novembro para dezembro de 2015, o valor da folha de pagamento ficou estável (0,0%), depois de ter registrado cinco meses consecutivos de resultados negativos, quando acumulou uma redução de 7,2%. Em dezembro, a indústria de transformação diminuiu em 0,6% o valor da folha, o 12º mês seguido de resultados negativos. Na direção oposta, o setor extrativo avançou 5,3%.

Na comparação com dezembro de 2014, o valor da folha de pagamento real despencou 11,5% em dezembro de 2015, a redução mais elevada da série histórica. Os 18 ramos investigados encolheram, com destaque para meios de transporte (-18,1%), máquinas e equipamentos (-14,4%), alimentos e bebidas (-8,3%), produtos de metal (-16,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-15,3%), borracha e plástico (-11,6%), metalurgia básica (-12,4%), outros produtos da indústria de transformação (-16,6%), produtos têxteis (-14,9%), minerais não-metálicos (-10,3%), indústrias extrativas (-6,4%), calçados e couro (-11,8%), vestuário (-9,4%), produtos químicos (-3,5%), papel e gráfica (-3,8%) e refino de petróleo e produção de álcool (-7,6%).

Horas pagas

O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria registrou recuo de 6,7% em 2015, a redução mais elevada da série histórica da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, iniciada em 2002 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Todos os 18 setores pesquisados apontaram redução nas horas pagas no ano, com destaque para os impactos negativos de meios de transporte (-12,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-13,5%), produtos de metal (-11,0%), máquinas e equipamentos (-8,6%), alimentos e bebidas (-2,4%), outros produtos da indústria de transformação (-10,5%), borracha e plástico (-7,1%), vestuário (-6,1%), calçados e couro (-8,5%), minerais não-metálicos (-5,9%), metalurgia básica (-9,5%), produtos têxteis (-5,3%), papel e gráfica (-4,4%), refino de petróleo e produção de álcool (-7,3%), indústrias extrativas (-4,5%) e madeira (-6,0%).

Na passagem de novembro para dezembro de 2015, o número de horas pagas teve ligeira queda de 0,1%, décima taxa negativa consecutiva, período em que acumulou uma perda de 7,4%.

Na comparação com dezembro de 2014, o número de horas pagas aos trabalhadores teve redução de 7,4% em dezembro de 2015, a 31ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto, também com perdas em todos os 18 ramos pesquisados. As principais influências negativas foram de meios de transporte (-14,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-17,2%), máquinas e equipamentos (-9,4%), borracha e plástico (-11,9%), produtos de metal (-10,4%), vestuário (-9,0%), outros produtos da indústria de transformação (-12,3%), minerais não-metálicos (-9,1%), produtos têxteis (-8,5%), calçados e couro (-6,7%), alimentos e bebidas (-1,3%), metalurgia básica (-8,7%), papel e gráfica (-3,4%), madeira (-7,5%) e indústrias extrativas (-5,3%).