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Vantagem do GNV sobre etanol varia entre 39% e 62%, diz pesquisa da Abegás

O uso de Gás Natural Veicular (GNV) pode render uma economia de 39% a 62% em relação ao etanol. Já na comparação com a gasolina, o gás é entre 43% e 58% mais vantajoso, aponta um estudo realizado pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) em 16 estados. O Rio de Janeiro é o estado em que o GNV é mais competitivo, enquanto no Paraná a vantagem é menor, seja qual for o combustível.

Conforme destacou a Abegás, na comparação com o etanol, em 14 Estados a economia para quem usa GNV é igual ou superior a 50% ante o etanol. Além do Rio de Janeiro, com 62%, Espírito Santo, Pernambuco e Santa Catarina também apresentam significativa competitividade, todos com um porcentual de 60% de economia. Na sequência aparecem Alagoas (58%), Sergipe (57%), Paraíba (56%), Rio Grande do Norte (55%), Rio Grande do Sul (55%), Ceará (54%), Bahia (53), Minas Gerais (51%), Mato Grosso do Sul (50%) e São Paulo (50%).

Na comparação com a gasolina, em seis Estados o GNV tem competitividade na casa dos 50%. Além de Rio de Janeiro, com 58%, destaque para Pernambuco (54%), São Paulo (53%), Espírito Santo (52%), Santa Catarina e Minas Gerais, ambos com 51%.

"O GNV segue sendo uma alternativa muito competitiva, não só para táxis e frotas, mas também para motoristas particulares que rodam com mais intensidade", afirma o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon.

O estudo, realizado na segunda quinzena de agosto, calculou a relação do custo por quilômetro rodado a partir do consumo médio de cada combustível com base nos preços médios apurados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na terceira semana do mês.

Como referência para estimar a performance com cada combustível, a Abegás usa o Fiat Siena, que traz em seu manual de fábrica o consumo médio com os três combustíveis: 13,2 km por metro cúbico de GNV; 10,7 km/litro de gasolina; e 7,5 km/litro de etanol. A estimativa de economia mensal é medida com base em veículos que rodem 2.500 km por mês.