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Venda de imóveis usados em Curitiba registra seu menor patamar em 15 anos

(Foto: Luiz Costa/ SMCS) - Venda de imóveis usados em Curitiba registra seu menor patamar em 15 anos
(Foto: Luiz Costa/ SMCS)

A venda de imóveis residenciais usados apresentou em maio de 2016 o pior resultado desde que a pesquisa foi iniciada há quinze anos. O dado faz parte do levantamento realizado pelo Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), ligado ao Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi-PR). Segundo o estudo, realizado mensalmente pelo Inpespar, estima-se que em maio , em Curitiba, foram vendidos 378 imóveis, enquanto que no mesmo período de 2014 foram 869 e em 2015 foram 759  unidades.

Dados do Índice de Velocidade de Venda de Imóveis Usados (IVVU), demonstram a quantidade de dias que um imóvel, em média, leva para ser vendido mostram que em 2008, este indicador estava na marca de 60 dias para Apartamentos com 2 ou 3 dormitórios, já em 2015 o índice subiu para 114  dias e agora em 2016 atingiu o número de 134 dias.

“O mercado em geral está sofrendo por conta dos reflexos das políticas das autoridades de todas as esferas públicas”, destaca o presidente do Inpespar e vice-presidente de Economia e Estatística do Secovi-PR, Maurício Ribas Moritz.

“Fora a profunda recessão que vivemos, estamos colhendo os resultados da voracidade fiscal dos governantes que cada vez mais diminuem a capacidade de pagamento do cidadão”, aponta Moritz.

Moritz salienta que, quando o Secovi-PR argumentou, junto com outras entidades, durante dois dias em audiências públicas na Câmara Municipal  de Curitiba, que os aumentos de ITBI e IPTU seriam desastrosos para o mercado imobiliário, “os vereadores foram insensíveis e como sempre votaram pelos aumentos para agradar o prefeito”, enfatiza.

O especialista lembra que, da mesma forma ocorreu com os deputados estaduais, quando estes aumentaram as custas de cartório sem se importar com o reflexo que isto traria para a população em geral. “Hoje o cidadão que compra um imóvel tem que desembolsar outros cinco por cento do valor da compra para poder transferir o imóvel para o seu nome”, frisa.

 Colaboração Assessoria de Imprensa