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Venda de veículos novos recua 25,73% em abril ante abril de 2015, diz Fenabrave

A venda de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus no Brasil atingiu 162.915 unidades em abril, o menor desempenho para o mês desde 2006, informou nesta terça-feira, 3, a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O volume representa queda de 25,73% em relação a abril de 2015 e de 9,13% na comparação com março.

Na média diária, houve pouca variação entre abril e março. No mês passado, o ritmo ficou em 8.145 veículos por dia, para 20 dias úteis, contra 8.149 por dia em março, que contou com 22 dias úteis. Com o resultado, o mercado acumula 644.291 mil unidades vendidas no ano até abril, também o menor nível para o período desde 2006 e um recuo de 27,91% sobre o apurado entre janeiro e abril do ano passado.

O segmento de automóveis, que ocupa a maior fatia do mercado, alcançou 132.032 unidades vendidas em abril, queda de 26,3% em comparação com igual mês de 2015 e retração de 10,5% ante março. A venda de comerciais leves, por sua vez, atingiu 25.579 unidades no quarto mês do ano, baixa de 21,15% sobre abril do ano passado e recuo de 0,28% na comparação com março. Juntos, os dois segmentos somam 157.579 veículos, queda de 25,5% na variação anual e de 9,06% na comparação mensal.

Entre os caminhões, a venda atingiu 4.191 unidades em abril, retração de 27,8% em relação a igual mês do ano passado e recuo de 13,07% sobre o volume registrado em março. No acumulado do ano a queda é de 31,7%. No caso dos ônibus, foram 1.145 unidades vendidas, baixa de 40,98% em comparação com abril de 2015 e recuo de 4,5% em relação a março. O recuo de janeiro a abril é de 46,1%.

Com as novas quedas, a Fenabrave revisou para baixo as suas previsões para o ano. Agora, espera um volume de 2,318 milhões de unidades, retração de 9,8% em relação ao resultado de 2015. A previsão anterior era de queda de 5,8%. Para automóveis e comerciais leves, a nova projeção é de recuo de 20%, para 2,234 milhões. E para caminhões e ônibus, a nova retração esperada é de 22,56%.