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Vendas de veículos nos Estados Unidos recuam em agosto

O ritmo da venda de veículos nos Estados Unidos desacelerou com força em agosto e as entregas recuaram 4,2%, mesmo com as companhias de automóveis tendo conseguido melhores incentivos.

O volume de vendas mensais permanece em um nível historicamente forte, com as montadoras vendendo consistentemente 1,5 milhão de unidades por mês. Se esses níveis continuarem, a venda de veículos leves neste ano pode ultrapassar o recorde de 17,5 milhões de vendas de setembro de 2015.

A taxa anual sazonalmente ajustada de vendas, entretanto, recuou para 17 milhões em agosto, de acordo com a Autodata. Isso representa o ritmo mais lento para agosto desde 2013 e bem abaixo do ritmo de 17,9 milhões de julho e 17,7 milhões em agosto de 2015.

Todas as maiores montadores dos EUA e do Japão registraram declínio nas vendas, com exceção da Fiat Chrysler, em parte pelo contínuo recuo na demanda por carros de passeio. Fiat Chrysler Automobiles NV sales rose 3.1% to 196,756 on the strength of its Jeep brand.

"O mercado ainda está muito, muito forte, comparado com o padrão histórico, mas está mais duro e mais difícil", disse o chefe de vendas da Ford, Mark LaNeve, durante uma teleconferência. A Ford vendeu 213,411 mil veículos leves, uma queda de 8,8% comparado com o ano anterior e prevê mais recuo em 2017.

As vendas da General Motors recuaram 5,2%, para 256,429 mil veículos. A Nissan Motor registrou uma queda de 6,9%, para 124,638 mil automóveis, mesmo com o aumento de 19% na venda de caminhões leves. O declínio foi atribuído a uma perda de 25% nos carros de passeio, como o Altima.

As vendas de veículos da Toyota caíram 5%, para 213,125 mil, enquanto as vendas da Honda tiveram recuo de 3,8%, para 149,571 mil.

Taxas de juros mais baratas, termos mais longos de empréstimo e um aumento na locação ajudaram a manter os veículos a preços acessíveis, mesmo que o preço de transação médio para um veículo leve tenha avançado 2,6% ante o ano anterior, para US$ 34,143 mil, de acordo com a Kelley Blue Book. Fonte: Dow Jones Newswires.