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Votação do impeachment retarda investimentos para 48% de executivos, diz Amcham

Para 48% dos diretores e gestores financeiros, a votação do impeachment da presidente afastada da República, Dilma Rousseff, tem retardado investimentos e decisões estratégicas em empresas brasileiras, revela pesquisa da Câmara Americana de Comércio (Amcham). Para outros 35% dos consultados, a indefinição política não é um fator de impacto e o restante dos entrevistados, 17%, preferiu não declarar ou avaliar o impacto.

A enquete foi realizada pela Amcham com 155 executivos durante edição do CFO Fórum, realizado no dia 24 de agosto, em São Paulo.

Questionados sobre o otimismo visto em alguns setores, 67% deles afirmaram que ainda é uma questão pontual. Uma parte menor, 24%, dos consultados enxerga retomada concreta da economia, em função da nova agenda econômica e de ajustes do atual governo. E 6% não observam otimismo.

Quando perguntados sobre o cenário para 2017, a maioria dos diretores financeiros (73%) acredita que a economia deve retomar a trajetória de crescimento e trazer melhoras nos indicadores de consumo e produção. Para 22%, a incerteza perdura, com agravamento da crise no próximo ano.

A prioridade na agenda da retomada econômica é o ajuste nas contas públicas para 83% dos entrevistados pela Amcham. Outras ações foram citadas em menor escala por eles: reforma trabalhista (6%); maior diálogo público-privado (5%); e reforma da previdência (2%).

Para 65%, o principal fator da crise no Brasil é político, em decorrência dos escândalos de corrupção e conflitos partidários e de governo. O fator econômico é visto por 32%, citando como causa a situação fiscal enfrentada pelo governo. Só 2% enxergam a influência externa e a desaceleração das grandes economias globais.