27°
Máx
13°
Min

Aldeias contam com professores indígenas em suas escolas

(Foto: Divulgação / Hedeson Alves) - Aldeias contam com professores indígenas em suas escolas
(Foto: Divulgação / Hedeson Alves)

Mais de 200 novos professores indígenas, que atuam em escolas localizadas nas aldeias, foram diplomados nos últimos cinco anos pela Secretaria de Estado da Educação. Ao todo, 232 professores trabalham atualmente com educação infantil nas 37 escolas indígenas do Paraná. Eles atendem mais de cinco mil alunos.

Contam com professores indígenas as comunidades das etnias guarani, caingangue e xetá que vivem no Paraná. A atuação destes profissionais contribui para a alfabetização nas línguas maternas e a preservação da cultura desses povos, pois contribui para que a cultura falada não seja esquecida nessas comunidades. “Trabalhamos para que os nossos estudantes indígenas tenham acesso a uma educação de qualidade, respeitando os aspectos singulares de cada comunidade e preservando a cultura das etnias”, disse a secretária da Educação, professora Ana Seres.

“Como são todos professores falantes da língua caingangue, isso facilita a compreensão e o aprendizado dos estudantes. Antes, quando não eram professores indígenas, os alunos tinham muita dificuldade em absolver os conteúdos”, explicou a diretora caingangue Janaína Kuitá Rodrigues, da Escola Estadual Indígena João Kavagtan Vergilio, em Tamarana, na região Norte do Estado.

Ela conta que estudou com professores não indígenas e teve dificuldades com o idioma até a graduação. “Fui alfabetizada com o português e tive muitas dificuldades para aprender os conteúdos e sofria preconceito por não saber direito o idioma. Mas essa não será a realidade dos nossos alunos que hoje estudam desde as séries iniciais ao ensino fundamental em suas línguas maternas”, contou Janaína.

Outra conquista das comunidades indígenas do Paraná é o direito de estudar o ensino médio dentro das aldeias. Desde 2011 foram entregues 13 novas escolas indígenas em diferentes regiões, que contam com material didático produzido pela Secretaria da Educação nas línguas guarani, caingangue e português para ajudar na alfabetização dos alunos, reforçar o uso das línguas maternas e manter viva a cultura linguista dentro dessas comunidades.

A cultura alimentar também recebe atenção especial do Governo do Paraná. As escolas indígenas são abastecidas com alimentos provenientes da agricultura familiar. Essa prática permite que as merendeiras, que são indígenas, acrescentem receitas próprias da etnia ao cardápio da merenda, o que torna a alimentação escolar mais próxima aos costumes das comunidades guarani, xetá e caingangue.

Colaboração Agência de Notícias do Paraná