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Comunidade participa da gestão financeira nas escolas estaduais

(Foto: Hedeson Alves / AENPr.) - Comunidade participa da gestão financeira nas escolas estaduais
(Foto: Hedeson Alves / AENPr.)

As escolas da rede estadual de ensino estão tornando mais democrática a administração dos recursos financeiros. A medida faz parte das metas do programa Gestão CAF, da Secretaria de Estado da Educação, que premia as gestões que, entre outras ações, reforçam a participação de professores, funcionários, pais e estudantes na administração do dinheiro que chega às escolas. 

No Colégio Estadual Monteiro Lobato, em Umuarama, no Noroeste do Estado, a cada três meses a direção da escola reúne professores, funcionários, pais e representantes dos alunos para definir como serão aplicados os recursos. A metodologia é adotada há nove anos. 

“Decidimos juntos o que é preciso ser feito, onde e como serão aplicados os recursos”, explicou o diretor do colégio, Wilson Batista da Silva. Segundo ele, a participação da comunidade é fundamental para o andamento da escola. “O diretor tem que ser versátil e chamar a comunidade para dentro da escola, estimulando a participação de todos na administração”, frisou Wilson. 

Já no Colégio Estadual Adália Rocha, em Ivaiporã, no Vale do Ivaí, todas as decisões financeiras e pedagógicas são tomadas coletivamente com pais, professores e funcionários. Segundo a diretora auxiliar Ana Paula Koltum, a participação da comunidade é diária. “Sempre que vamos implantar algum projeto novo ou investir algum recurso chamamos a comunidade para que a decisão seja tomada por todos”, contou a gestora. 

As reuniões com a comunidade escolar, que são periódicas, precisam ser feitas no ginásio da escola para acomodar todos os participantes. A média é de 250 pais em cada reunião. “Esse é o grande diferencial da nossa escola”, disse Ana Paula. 

O trabalho desenvolvido nessas duas unidades foi premiado na primeira edição do Prêmio CAF. Com as outras unidades participantes, as escolas se tornaram referência regional e estadual de administração coletiva. 

“Ao formarmos referências regionais, poderemos pensar um padrão para o Estado, de acordo com o resultado obtido através pelo projeto respeitando as características de cada escola”, destacou o chefe da Coordenação de Apoio Financeiro à Rede Escolar (CAF), Manoel José Vicente. 

Metas

Neste ano a Coordenadoria de Apoio Financeiro à Rede Escolar iniciou a segunda edição do Prêmio Gestão CAF. Em 2016, serão 620 escolas envolvidas no projeto, nos Núcleos Regionais de Educação (NREs) de Guarapuava, Pitanga, Toledo, Assis Chateaubriand, Goioerê, Cianorte, Pato Branco, Francisco Beltrão, Dois Vizinhos, Ibaiti, Wenceslau Braz e Cornélio Procópio. 

Para 2018 está prevista a edição do Prêmio Gestão CAF Estadual, que irá escolher a melhor administração financeira escolar do Paraná. 

O programa, que surgiu em 2015, tornou a administração financeira mais efetiva. Cada unidade participante tem uma equipe com agentes financeiros que atuam nas áreas mais burocráticas da administração dos recursos que chegam às escolas, dando suporte técnico aos diretores com a prestação de conta e execução de despesas. 

Prêmio

O Prêmio Gestão CAF foi desenvolvido pela Coordenadoria de Apoio Financeiro à Rede Escolar (CAF), da Secretaria de Estado da Educação, e está alinhado com o programa Minha Escola tem Ação (Meta), de fortalecimento da gestão escolar. 

A premiação reconhece as melhores administrações financeiras através da aplicação eficiente dos recursos públicos, o que permite o desenvolvimento de projetos pedagógicos em benefício dos estudantes. 

Para participar do projeto as escolas precisam passar por 11 critérios avaliados por uma comissão formada por técnicos da CAF e da área pedagógica que atuam nos Núcleos Regionais de Educação. Entre os principais critérios estão a entrega das prestações de contas em dia, cumprimento dos prazos, manutenção da rede física das escolas, além de projetos inovadores que reflitam na qualidade do processo de ensino e aprendizado. As escolas também precisam apresentar bons resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Colaboração AENPr.