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CRAPE e NRE de Cascavel abordam sobre a medicalização na infância em formação continuada

O Centro Regional de Apoio Pedagógico Especializado (CRAPE) e a Equipe de Educação Especial do Núcleo Regional da Educação (NRE) de Cascavel promoveram, nos dias 16 e 17 de junho, o segundo momento da Formação Continuada de 2016.

“A patologização dos problemas educacionais: com ênfase à medicalização da infância” foi a temática abordada com profissionais da Equipe Avaliadora dos municípios jurisdicionados a este NRE e aos professores das Salas de Recursos Multifuncionais -Tipo I da Rede Estadual de Educação.

 Para a professora Maria Lozovey, do Colégio Estadual Duque de Caxias, de Corbélia, a formação foi muito importante, pois trouxe a reflexão sobre o uso de medicamentos para alunos diagnosticados com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). 

“É necessário um trabalho conjunto (médico – escola – psicólogo – psicopedagogo) para que o diagnóstico seja correto, a medicação seja utilizada com cautela e o sujeito aprenda a criar mecanismos de autocontrole”, disse.

De acordo com a professora Tereza da Cunha, do Colégio Estadual José Bonifácio, de Campo Bonito, “Há casos em que a medicalização deve ser evitada através de educação familiar (limite), desenvolvimento da emoção, afetividade, um olhar diferenciado para o desenvolvimento da aprendizagem, respeitando e compreendendo o ritmo e o comportamento do aluno”.

Da mesma forma pensa a docente Marina Ferreira de Souza, do Colégio Estadual Olivo Fracaro, de Cascavel: “Não se trata de abrir mão dos medicamentos, mas de conhecer seus efeitos e a real necessidade de sua utilização, haja vista que o sujeito se desenvolve num contexto sócio-histórico-cultural e não apenas biológico”.

A professora Lidete Maria Andretta, do Colégio Estadual Wilson Joffre, de Cascavel, comentou: “As práticas educativas são reflexos de uma sociedade. Há muitos elementos da tecnologia que interferem talvez mais que a família. 

Hoje a sociedade é complexa, faltam relações interpessoais para traçar estratégias. Vivemos passando por mudanças culturais, biológicas e comportamentais. Somos movidos pelos motivos que temos. É preciso conhecer para poder intervir. A intervenção deve ser articulada com a família. Preciso conhecer como meu aluno aprende para saber como ensinar.”

As discussões foram conduzidas pelas docentes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste): Elvenice Tatiana Zóia – Mestre em Educação, Neide da Silveira – Doutoranda em Psicologia, Rejane Teixeira Coelho – Doutora em Psicologia e Andréia Cristina Conegero Sanches – Doutora em Ciências Farmacêuticas.

Colaboração: Assessoria de imprensa