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Educadores da região paralisam aulas e participam de ato em Curitiba

Foto: Assessoria de imprensa  - Educadores da região paralisam aulas e participam de ato em Curitiba
Foto: Assessoria de imprensa

Educadores de Foz do Iguaçu e das cidades da região participam do ato nacional da educação, nesta sexta-feira (29), em Curitiba. A mobilização marca um ano do episódio que ficou conhecido como ‘Massacre de 29 de Abril’.

Na ocasião, servidores estaduais e estudantes sofreram repressão policial quando protestavam em frente à Assembleia Legislativa para evitar a aprovação do projeto que confiscou os recursos do fundo de previdência do funcionalismo.

O Núcleo Sindical da APP-Sindicato/Foz, entidade que representa os profissionais da educação de nove cidades, está organizando o deslocamento da categoria para a Capital do Estado, com ônibus partindo de Foz do Iguaçu e do município de Medianeira.

O ato de memória e luta contará com servidores, estudantes e pais de alunos de todo o Paraná. Participarão da mobilização, ainda, educadores e dirigentes de entidades de vários estados brasileiros.

Professores, pedagogos e agentes educacionais deverão paralisar as atividades em todas as escolas da rede estadual, ao longo de todo o dia 29 de abril, por deliberação da assembleia da categoria.

Conforme o presidente da APP-Sindicato/Foz, Fabiano Severino, ao longo da semana serão promovidos diálogos, debates e outras atividades junto à comunidade escolar, para fortalecer a adesão ao ato e garantir a suspensão das aulas.

O presidente da APP-Sindicato/Foz espera que nenhum educador realize atividades docentes durante as ações para rememorar o dia 29 de abril.

“Os trabalhadores da educação estarão unidos em memória às lutas históricas realizadas no ano passado, em respeito aos colegas violentamente reprimidos pela polícia comandada por Beto Richa, em defesa de nossos direitos e da escola pública”, ressalta Fabiano Severino.

Massacre de 29 de abril

Em 29 de abril de 2015, atendendo às ordens do Governo do Estado, a Polícia Militar (PM) promoveu duas horas e meia de violência contra cerca de 20 mil educadores, estudantes e servidores de várias categorias, encurralados por um aparato que não permitia a dispersão.

O ataque resultou em mais de 300 feridos, muitos com agressões na cabeça e tórax. Restaram outros traumas que não foram aferidos por negligência na apuração do episódio.

Autorizados para agredir, 2.516 policiais utilizaram 2.323 balas de borracha, 1.413 bombas de fumaça, gás lacrimogêneo e de efeito moral, 25 garrafas de spray de pimenta, helicóptero e cães.

Mesmo com o forte aparelhamento de tropas, que indicava a contundência da repressão, o comando da operação não organizou dispositivo de atendimento aos feridos.

Transformada em pronto-socorro, a Prefeitura de Curitiba foi atacada por bombas.

Apesar de demissões no primeiro escalão do governo e das crises institucional e de popularidade que acometeu a gestão, nenhum responsável pelo massacre foi formalmente condenado até o momento. Para o Ministério Público do Paraná (MP/PR), o governador Beto Richa deve ser responsabilizado pela barbárie.

O ‘Massacre de 29 de Abril’ repercutiu em todo o Brasil e em várias partes do mundo, sendo repudiado por instituições nacionais e internacionais.

Colaboração: Assessoria de imprensa