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Educadores protestam em frente ao NRE de Foz do Iguaçu

O ato do funcionalismo reivindicou o pagamento das progressões e promoções (Foto: Assessoria) - Educadores protestam em frente ao NRE de Foz do Iguaçu
O ato do funcionalismo reivindicou o pagamento das progressões e promoções (Foto: Assessoria)

Nesta terça-feira (12), educadores realizaram protesto em frente ao NRE (Núcleo Regional de Educação) de Foz do Iguaçu. Desde às 7 horas, os trabalhadores da educação concentraram-se junto ao órgão estadual, que suspendeu o expediente. A atividade integra a mobilização estadual em defesa dos direitos dos servidores públicos, promovida nos 29 núcleos sindicais da APP-Sindicato.

O ato do funcionalismo reivindicou o pagamento das progressões e promoções, o cumprimento da lei que prevê a reposição salarial, concurso público e a efetivação do piso salarial. Os educadores são contra as medidas de desmonte do serviço público do Paraná e ainda pleiteiam a abertura de negociação sobre a reposição das aulas e o não lançamento de faltas referentes à paralisação de 29 de abril deste ano.

Com cartazes e faixas, os servidores permaneceram em frente ao órgão da Secretaria Estadual de Educação durante toda a manhã desta terça-feira. Também foram distribuídos informativos sindicais entre a população. Professores, pedagogos e funcionários revezaram-se para participar do protesto, utilizando o período em que não precisavam permanecer em sala para juntar-se à mobilização.

“Em relação à educação, o Governo Beto Richa possui acordos que não executa, pautas que não cumpre e direitos que não respeita”, enfatiza a diretora de Formação da APP-Sindicato/Foz, Cátia Ronsani Castro. “Nossa mobilização é para reafirmar que não aceitaremos retrocessos, pois os ataques do governo comprometem o direito da população à educação pública e de qualidade”, complementa a dirigente sindical.

Estado de greve

A mobilização dos educadores faz parte do estado de greve instituído na rede de ensino do Paraná. Os servidores promovem agenda de atividades para dialogar com a comunidade escolar e a população sobre os ataques do Governo do Paraná contra a escola pública e o funcionalismo. A categoria tem paralisação marcada para o dia 30 de agosto e poderá deflagrar nova greve se as negociações não avançarem.

“Nossa categoria vem sofrendo agressões e ataques. No fundo, a gestão de Beto Richa pretende criar uma cortina de fumaça para desviar o foco da dívida acumulada com os trabalhadores da educação”, expõe Diego Valdez, secretário de Funcionários da APP-Sindicato/Foz. De acordo o representante do sindicato, a categoria está fortalecendo a sua organização e ampliando o debate sobre a escola pública com a sociedade.

O governador Beto Richa recusa-se a dialogar sobre a pauta dos servidores da educação. Além disso, a gestão estadual deve a professores e funcionários R$ 270 milhões em progressões e promoções, valor que poderá atingir meio bilhão de reais em 2017. Recentemente, o governador anunciou que poderá revogar a lei da reposição salarial, item de negociação que fez parte do acordo para o fim da greve de 2015.

Colaboração: Assessoria de imprensa