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Escola vai participar de festival internacional de cinema de Ouro Preto

( Foto: Hedeson Alves) - Escola vai participar de festival internacional de cinema de Ouro Preto
( Foto: Hedeson Alves)

Estudantes do ensino fundamental da Escola Estadual Bacharel Antônio Alves, em Itaperuçu, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), contam com uma atividade especial para o turno complementar, período em que os alunos não estão em sala de aula. É a oficina CineClube, que oferece atividades de cinema, fotografia, teatro e poesia, entre outras.

O trabalho, desenvolvido semanalmente pelos estudantes, já resultou em dois curtas-metragens selecionados para a 11° Mostra de Cinema de Ouro Preto (CineOP), organizado pela Rede Latino-Americana de Educação, Cinema e Audiovisual. O festival de Ouro Preto, Minas Gerais, será no final de julho e vai reunir trabalhos de escolas públicas de toda América Latina. 

Os curtas-metragens selecionados relatam as atividades diárias da oficina e também contam parte da história da comunidade de Itaperuçu. O documentário “Sêo Oziel: quando a solidão ilumina” narra as lembranças escolares de Oziel da Silva, pai de estudante e que também foi aluno na Escola Bacharel Antônio Alves. 

Já o trabalho “Experimente...Sinta...Invente!!!” foi selecionado na categoria imagem poética e relata o dia a dia da oficina, além de características da comunidade escolar através da fotografia.


( Foto: Hedeson Alves)

Desde 2013, os alunos se reúnem duas vezes por semana no período de contraturno escolar para estudar teorias e história do cinema, teatro, poesia, produção de roteiro, sonorização, luz e enquadramento. “A oficina é educativa, divertida e nos incentiva a querer saber mais sobre arte como um todo”, disse Cauane dos Santos do Carmo, 13 anos, do 8° ano. A adolescente participa da oficina há um ano. 

As atividades do CineClube foram iniciadas após uma consulta junto aos próprios estudantes. No primeiro ano, os alunos estudaram apenas a parte teórica, como a história do cinema, fotografia, dramatização e poesia. A partir do segundo ano já vão a campo para colocar em prática o que aprenderam em sala de aula. “O ensino é diferente e tem várias coisas legais que aprendemos todos os dias”, contou o aluno Luan Pablo de Paula Santos, 12 anos, do 8° ano. 

Dia a dia

Mais de cem estudantes participam das atividades de contraturno oferecidas pela escola. Os que estudam pela manhã permanecem na escola para as atividades extras no período da tarde. Já os alunos que estudam à tarde chegam duas horas antes na escola para acompanhar a programação extra, antes de iniciar as aulas curriculares. 

“Procuramos oferecer opções fora da rotina e que chamassem a atenção deles”, explica o coordenador do CineClube, professor Solano Rodrigo dos Santos. 

“Eles se tornaram mais participativos no dia a dia na escola e mais críticos. Também conseguimos despertar neles a criatividade e o interesse pela arte”, disse o coordenador. 

Os trabalhos foram selecionados durante a I Mostra Kino (Mostra de Cinema e Educação) da Rede Latino-Americana de Educação, Cinema e Audiovisual, que aconteceu no dia 23 deste mês, na cidade de Campinas, em São Paulo.

Colaboração AEN.