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Escolas usam besouros para ensinar sobre o ciclo da vida em Londrina

(foto: Divulgação) - Escolas usam besouros para ensinar sobre o ciclo da vida
(foto: Divulgação)

Para ensinar sobre o ciclo da vida a alunos do segundo ano do Ensino Fundamental, a professora Anita de Souza, da escola canadense Maple Bear Londrina, lançou mão de uma experiência bem original. Junto com as crianças, está criando alguns besouros em uma caixa preparadas especialmente para a função. Os “black beetle” - como são chamados pela turma que desenvolve a experiência em português e em inglês, de acordo com a metodologia canadense aplicada na escola - foram colocados em forma de larvas e pupas no “berçário” desenvolvido pela professora.

Duas vezes por semana, as crianças alimentam os insetos e fazem anotações sobre o progresso da evolução. “Fazemos como se fosse um projeto científico”, explica Anita, que também teve que pesquisar sobre o ciclo de vida dos besouros para ensinar aos alunos. “Aprendemos que eles comem frutas e legumes e retiram a água dos alimentos, sem necessidade de água pura”, exemplifica.

A cada abertura da caixa, os pequenos estudantes contam quantos insetos estão vivos, observam os que se transformaram em pupa e também os que já atingiram o estágio final e viraram besouros. Tudo é minuciosamente anotado em fichas. “Os alunos ficaram muito curiosos, para eles é uma alegria lidar com os bichinhos”, conta ela, que no início enfrentou alguma resistência. “Eles acharam que iam ter nojo, mas hoje manipulam com tranquilidade, sempre com luvas. Ficaram muito orgulhosos quando mostraram a experiência aos pais”, relata.

Na atividade, eles aprendem ciências e também matemática, português e inglês, visto que precisam calcular, anotar e narrar o que observaram. A aprendizagem ocorre através de situações concretas, o que é muito enriquecedor. Além disso, a professora destaca outro benefício: a interação com a natureza. “Na hora do recreio eles observam as borboletas e estão bem motivados a observar toda a riqueza dos jardins da escola”, comemora.