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Funcionários de escolas realizam ato público por valorização da carreira

Foto: Arquivo / Assessoria - Funcionários de escolas realizam ato público por valorização
Foto: Arquivo / Assessoria

Os funcionários das escolas da região realizam ato simbólico no NRE (Núcleo Regional de Educação de Foz do Iguaçu) e atividades de conscientização nos estabelecimentos de ensino, nesta segunda-feira (8). 

A ação faz parte da mobilização pelo Dia do Funcionário de Escola. A programação valoriza e celebra a carreira dos agentes educacionais e reivindica o cumprimento pelo governo da pauta da categoria.

O dia do funcionário de escola foi instituído por lei estadual, celebrado em 7 de agosto. Durante o ato público convocado pela APP-Sindicato/Foz, os trabalhadores da educação se reunirão às 9 horas, em frente ao Núcleo de Educação, para a entrega de documento à chefia do órgão, ressaltando a pauta da categoria que deve ser efetivada pelo Governo do Paraná. Nas escolas, com todos os servidores vestidos de roupas pretas, serão promovidos debates e diálogos entre a comunidade escolar.

Em todo o Paraná, são 30 mil funcionários atuando nas instituições estaduais, onde desempenham atividades ligadas ao asseio e limpeza, secretaria, merenda, portaria, biblioteca, entre outras funções. 

De acordo com secretário de Funcionários da APP-Sindicato/Foz, Diego Valdez, os agentes educacionais recebem baixos salários, são submetidos a contratos trabalhistas provisórios - o que nega o acesso à carreira e seus benefícios - e cumprem extenuantes jornadas de trabalho, devido à carência de profissionais e de concurso público.

“Quase metade dos funcionários de escola possui vínculo temporário. Assim, por não terem carreira, trabalham por décadas e permanecem recebendo o salário base”, expõe Diego Valdez. 

“A jornada de trabalho de uma zeladora ou merendeira, por exemplo, é longa e cansativa, pois não há contratação e nem reposição das servidoras que deixam a escola. Por isso, reivindicamos jornada de 30 horas sem redução de salários”, enfatiza o dirigente sindical.

Valdez explica que além das reivindicações específicas, os funcionários de escola estão mobilizados pelos temas nacionais. 

“Vemos com preocupação os projetos que tramitam no Congresso Nacional para congelar salários, retirar recursos da educação e da saúde e reduzir investimentos em programas sociais. A reforma da previdência, se aprovada, vai comprometer a aposentadoria do trabalhador, que receberá o benefício só depois de sete décadas de vida”, pondera o educador.

Profissão: educador

Para Diego Valdez, além de garantir o funcionamento das escolas, por meio de funções específicas, o agente educacional deve ser reconhecido no dia a dia e valorizado por ser um educador. Considerando o ato educativo como algo abrangente, resultado de processo dialógico e da troca entre os sujeitos sociais, o funcionário de escola cumpre cotidianamente papeis relacionados à formação educacional.

“A educação vai além do repasse e apropriação de conteúdos. Envolve trocas, relações humanas e interação social. Sendo assim, o agente desempenha de forma permanente o papel de educador de crianças e jovens que estão nas escolas públicas”, enfatiza. “É um segmento que luta muito para a construção de sua identidade profissional enquanto educador e para que a valorização seja de fato conquistada e efetivada na prática”, finaliza Diego Valdez.

7 de agosto

O Dia do Funcionário de Escola foi instituído pela lei estadual 16.432/2010, em reconhecimento do papel de educador dos agentes educacionais. São anos de luta pelo fortalecimento da carreira e por melhores condições de trabalho, que começou a ganhar respaldo formal principalmente a partir de 2005, com mudanças na legislação estadual e federal. No Paraná, o Plano de Carreiras dos Funcionários foi aprovado em 2008, vinculado ás atividades dos funcionários de escola à educação.

Colaboração: Assessoria de imprensa