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Haitianos comemoram Dia da Bandeira e debatem agressões de colega

Foto: Divulgação - Haitianos comemoram Dia da Bandeira e debatem agressões de colega
Foto: Divulgação

As comemorações dos estudantes haitianos da UNILA, pelo Dia da Bandeira de seu país, terão contornos de protesto nesta quarta-feira (18). Uma das ações será o debate sobre as agressões sofridas pelo estudante Getho Mondésir, no sábado (14), no centro de Foz do Iguaçu, por um grupo que usou expressões de racismo e xenofobia.

As atividades serão realizadas no Auditório da UNILA Jardim Universitário, onde também haverá apresentações culturais, como músicas tradicionais, danças folclóricas e declamação de poesias. O evento, que tem início às 19h, é gratuito e aberto à comunidade.

“Mulatos e negros venceram um sistema escravista, colonialista e segregacionista. Hoje, os haitianos voltam a gritar em voz alta: não às agressões físicas e aos atos de racismo no mundo e no Brasil, como aconteceu com Getho Mondésir”, diz Lourdy Regis, estudante de Saúde Coletiva e uma das organizadoras do evento.

Getho recebeu garrafadas, socos e pontapés. Ele foi socorrido por um taxista e levado a uma unidade de saúde, onde foi atendido. O estudante passou o fim de semana em Cascavel e voltou a Foz do Iguaçu nesta segunda-feira (16). Após registrar boletim de ocorrência, Getho voltou a sentir-se mal e foi internado em um hospital da cidade, onde fará exames neurológicos.

A bandeira

Lourdy Regis conta que a homenagem à bandeira haitiana é realizada há 213 anos, desde que antigos escravos de Santo Domingo criaram a que seria a primeira bandeira latino-americana e conquistaram a independência do Império Francês, comandado por Napoleão Bonaparte. O Haiti foi a primeira nação livre da América Latina.

A primeira bandeira do Haiti foi costurada por Catherine Flon, depois que seu pai, comandante do exército revolucionário, rasgou a bandeira francesa, retirando a parte branca e deixando apenas a azul e a vermelha.

Colaboração: Assessoria de imprensa