22°
Máx
14°
Min

Merenda servida nos CMEIs da prefeitura é alvo de críticas

(Foto: Colaboração) - Merenda servida nos CMEIs da prefeitura é alvo de críticas
(Foto: Colaboração)

Funcionários de um CMEI de Curitiba reclamam das condições em que são entregues as refeições servidas aos alunos. Eles afirmam que o problema não é constante, mas em alguns dias da semana o cardápio deixa a desejar.

A situação mais crítica aconteceu no começo do mês quando o feijão foi entregue com cheiro bastante forte de mofo. “O aspecto do feijão estava muito feio. Tinha muita água e um cheiro muito forte. Ele estava estranho, parecia resto”, contou uma professora que prefere não se identificar.

Ela afirmou ainda que a responsável por servir os alimentos provou o prato e afirmou que o gosto era de feijão mofado. Pais de aluno que participam dos conselhos de educação confirmaram a situação.

A professora comentou que este foi o episódio mais grave registrado na unidade, e que em outras situações é entregue aos alunos, por exemplo, café com leite bastante forte e pratos com molho aguado.

O fornecimento de refeições aos 205 CMEIs de Curitiba é realizado por duas empresas terceirizadas pela prefeitura, que produzem o cardápio estabelecido pela administração municipal. Os alimentos são preparados na sede das empresas, que realizam o transporte até as unidades.

Em cada centro trabalha um funcionário da terceirizada responsável por receber as refeições e servi-las aos alunos, além de verificar as condições dos alimentos.

Notificação

Em nota, a secretaria municipal de Educação informou que os funcionários dos CMEIs têm o dever de notificar todos os casos em que as refeições estão fora do padrão. Nestes casos, é feito o contato imediato com a empresa responsável. “Em cada escola e CMEI há quatro profissionais cadastradas como conferentes e responsáveis pelo recebimento dos alimentos, conferência da qualidade e da quantidade recebida diariamente”, explicou.

A secretaria informou ainda que não recebeu nenhuma reclamação sobre o feijão com cheiro de mofo, porém registrou relatos sobre mistura de grãos (pretos e brancos), grãos com aspecto ruim ou caldo ralo.

“A SME solicitou a troca do lote do feijão que estava sendo servido e documentos comprovando a substituição. Além disso, amostras dos produtos foram encaminhadas para análises em laboratório e os resultados ainda não foram concluídos”, diz a nota. “Também não há nenhum registro sobre oferta de café forte. Os ajustes nos molhos são realizados constantemente para se adequarem ao padrão de qualidade e consumo exigido”.