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Parto natural é tema de palestra na Unila

- Parto natural é tema de palestra na Unila

A enfermeira obstetra e parteira urbana, Honielly Palma Goes, profere palestra com o tema "Parto natural e suas possibilidades", nesta quinta-feira (7), às 19h, na Unila Jardim Universitário.

A atividade é a primeira ação do projeto de extensão da Universidade intitulado "Grupo de apoio sobre gestação, parto e aleitamento materno na rede de atenção básica de Foz do Iguaçu".

O projeto tem como objetivo fortalecer a rede pública de saúde e oferecer um espaço para a discussão de questões ligadas à gestação, parto e aleitamento materno. A palestra é aberta à comunidade.

Neste ano, o projeto está sendo implantado, inicialmente, em duas unidades básicas de saúde: Lagoa Dourada, onde, atualmente, são atendidas 60 gestantes; e Sol de Maio, com 80 gestantes, ambas do distrito nordeste.

“Queremos que as mulheres tenham momentos para pensar sua condição de gestante, de lactante. A ideia não é dar informações para a gestante, mas ouvi-la e, a partir de sua perspectiva, oferecer contrapontos para que ela possa pensar e tomar decisões. Nenhum profissional de saúde vai tomar a decisão pela gestante. Queremos criar nas unidades de saúde um espaço de resgate do protagonismo da mulher”, explica a coordenadora do projeto, Ana Paula Araújo Fonseca, que tem formação em Psicologia da Educação e é docente nos cursos de Medicina e Saúde Coletiva da Unila.

Sobre a palestra, Ana Paula diz que o objetivo é fazer uma discussão sobre parto natural e os diversos mitos e confusões que cercam o assunto, começando pela atribuição dada à parteira.

“Uma enfermeira obstetra ou obstetriz é uma parteira. Não se pode confundir parteira com a doula. Doula não é parteira, é apenas 'apoiadora' da mulher”, esclarece.

“No parto natural, a ideia é haver um mínimo de intervenção, baseada em evidências científicas. Nada precisa ser feito. Fisiologicamente, o corpo vai apresentar hormônios, respostas para que o bebê venha ao mundo. Não havendo nenhuma justificativa clínica de sofrimento da mãe ou do bebê, não tem que ser realizada nenhuma intervenção”, afirma, lembrando que há recomendações e protocolos de boas práticas para conduzir o parto e que intervenções, como a cesariana, devem ser feitas apenas quando forem justificadas.

Segundo ela, a legislação prevê a criação de redes de amparo à gestante e ao bebê que sejam resolutivas, garantindo a saúde de mãe e filho.

“Por isso, a mulher tem o direito de ser informada e esclarecida sobre quais são as implicações envolvidas nas opções obstétricas”, afirma.

Colaboração: Assessoria de imprensa