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Programa Cultivando Água Boa entrega jogo educativo em Toledo

- Programa Cultivando Água Boa entrega jogo educativo

O Programa Cultivando Água Boa (CAB), da Itaipu Binacional encomendou 1200 unidades de um jogo de tabuleiro que ajudará as escolas municipais da região a trabalhar, em sala de aula, temas como a conservação dos recursos naturais e da biodiversidade, a promoção da qualidade de vida. A empresa responsável pelo desenvolvimento do projeto foi a toledana Carlu Brinquedos.

Na tarde desta quinta-feira (14), gestores que fazem parte da Diretoria de Coordenação e Meio Ambiente da Binacional, por meio da Divisão de Educação Ambiental, estiveram em Toledo para fazer a entrega de 144 jogos do Cultivando Água Boa à Secretaria Municipal de Educação. Na ocasião aconteceu o treinamento dos educadores, professoras e coordenadoras pedagógicas das 36 escolas municipais de Toledo.

Educadores de São José das Palmeiras também receberam seus jogos na tarde desta quinta-feira, no Centro de Revitalização da Terceira Idade (CERTI) da Vila Pioneira. O foco são os alunos dos 5º anos do ensino fundamental. As coordenadoras pedagógicas vão aprender a jogar e depois levar para as escolas para jogarem com as crianças.

Quando a empresa estava desenvolvendo o jogo, as gestoras de Educação Ambiental de Toledo e região acompanharam o processo na Carlu Brinquedos. Alguns alunos da Escola Carlos Friedrich participaram dos testes e foram até a empresa para jogar. “Com isso fomos observando e dando ideias de como adaptar o jogo para que ficasse mais acessível as crianças”, contou a Coordenadora de Educação Ambiental da Smed, Luci Graciela.

“Ele é um jogo de Educação Ambiental e trabalha o território da Bacia do Paraná 3, conservação de solo, projetos que são desenvolvidos em parceria com os municípios são tratados no jogo. É claro que é importante a intervenção do professor para que haja o entendimento dos alunos. O treinamento no ato da entrega também serve para instrumentalizar o professor sobre quais abordagens ele pode realizar em sala de aula”, diz Luci.

Para a Secretaria de Educação, essa é uma oportunidade excelente. Segundo Luci, o jogo do CAB “vem a contribuir porque a criança pode compreender melhor algumas questões relacionadas ao nosso espaço, ao meio ambiente, a conservação, tudo de forma lúdica e recreativa. Vemos isso como um ganho, pois terão essa interação com o território. Ele terá uma compreensão melhor do que a utilização de um mapa ou só a fala do professor. Essa é uma ferramenta a mais apara o professor trabalhar conteúdos que já fazem parte de nosso currículo”, afirmou.

Origem

A Bióloga e Educadora Ambiental da Itaipu Binacional, Lucilei Bodaneze Rossasi, falou como surgiu a ideia do jogo educativo. “Desde o princípio, um dos grandes objetivos do Programa Cultivando Água Boa é sensibilizar as pessoas. A gente quer que essas informações, esses conceitos, essas dimensões, atinjam todas as pessoas de nosso território, não simplesmente os adultos. O desafio era desenvolver um material que pudesse trabalhar os conceitos da sustentabilidade, como o que é o território, como é uma bacia hidrográfica, como é a relação do ser humano com o ambiente onde ele reside, qual é o modo de produção e as consequências dessas intervenções humanas em um determinado ambiente”, explica.

Pensando nisso e conhecendo que as escolas às vezes tem um certo limite de recurso para investir nesses materiais, além do fato de que esses materiais nem sempre são produzidos localmente. “Então a equipe de Educação Ambiental da Itaipu, em contato com a Carlu Brinquedos começou um estudo para desenvolver um material pedagógico, e chegamos a esse jogo de tabuleiro. Ele é um jogo que faz uma transposição didática do nosso território da Bacia Hidrográfica do Paraná 3 para uma visão plana, onde a criança vai jogando e vai percorrendo um caminho principal e esse caminho é o Rio Paraná”.

O jogo

Ao percorrer o Rio Paraná a criança vai conhecendo as sub-bacias, que são 18 de Guaíra a Foz do Iguaçu, e ela começa a perceber que o maior número de ações que podem acontecer em um território é exatamente nas Sub-Bacias. Dentro delas, nascem as micro-bacias. “Então nesse percurso a criança vai entendendo o que é uma ação, o que é uma intervenção humana dentro do território, como ela pode cuidar desse território, das nascentes, da mata-ciliar, da produção de alimento de forma orgânica e agroecológica com menos uso de agrotóxicos, como é que ela conversa com seus parceiros, com seus amigos e com sua família sobre isso. Ai ela vai exercitando em sala de aula o que chamamos de Ética do Cuidado”.

É um jogo participativo que permite jogar em 5, 6 e até 10 crianças se for preciso. Não precisa necessariamente terminar em um momento específico, ele pode ter sequência em momentos diferentes. Não ganha quem sai de Guaíra e chega em Foz do Iguaçu primeiro, ganha quem interage mais. Então a criança, ao interagir com a sub-bacia ela começa a aprender os conceitos de cada uma dessas ações, compreender por exemplo os programas do CAB, reconhecer quais são esses programas que estão acontecendo onde ela vive e quem sabe se sentir contagiada por esse tipo de modo de viver.

“É um jogo com o qual as crianças vão brincar e, de forma lúdica, simples e prática, entender como funciona o programa”, afirmou Clayton Fernando Ost, diretor executivo da Carlu Brinquedos.

Investimento

Todo esse investimento aconteceu por meio da Itaipu e do Conselho dos Municípios Lindeiros. Foram cerca de R$ 60 mil para a aquisição de 1.200 jogos. Eles serão distribuídos para os 29 municípios da BP-III. O critério utilizado foram os quintos anos das escolas municipais. Professores e coordenadores recebem formação pedagógica para poder entender como trabalhar e depois levam os jogos para poder fazer as dinâmicas nas escolas. Os ajustes ficam a critério dos gestores ambientais de cada município.

Colaboração: Assessoria de imprensa