22°
Máx
16°
Min

Projeto de extensão da UNILA apresenta patrimônio cultural de Foz a estudantes do Ensino Médio

Foto: Assessoria de imprensa - Projeto de extensão apresenta patrimônio cultural a estudantes
Foto: Assessoria de imprensa

Conhecer a história escondida um pouco além das fachadas que, por vezes, passam despercebidas na correria cotidiana é um dos objetivos do projeto de extensão da UNILA “Educação Patrimonial Tekoha Guasu - Museologia Social através da Educação Patrimonial na Educação Pública”. Neste ano, participam do projeto estudantes do Colégio Estadual Bartolomeu Mitre.

A ação envolve 80 alunos das turmas de 1º e 2º ano do Ensino Médio. Em uma série de encontros quinzenais, os integrantes do projeto comandam debates em torno da noção de valoração do patrimônio pessoal – objetos que se tornaram parte da história de cada um – e do patrimônio cultural da cidade, que faz parte da construção da memória coletiva. 

O projeto tem por base a identificação do patrimônio local, para não apenas garantir a sua preservação, mas também torná-lo uma referência para a coletividade.

A parte prática do projeto é a visita a importantes prédios da história de Foz do Iguaçu: o Marco das Três Fronteiras, inaugurado em 20 de julho de 1903; a Capitania dos Portos, em conjunto com o antigo Cassino, construído entre 1938 e 1939; e o prédio do Grêmio Esportivo e Social de Foz do Iguaçu (Gresfi), inaugurado em 1941 para ser terminal de passageiros do primeiro aeroporto da cidade. 

De acordo com Pedro Louvain, técnico em assuntos educacionais da UNILA e coordenador do projeto, a expedição a esses locais – atividade que foi realizada na semana passada – une a pedagogia com o lúdico.

A visita resulta em muitas descobertas por parte dos estudantes. “Aprendi bastante coisa. Sabia que tinha lugares importantes em Foz, mas não que isso poderia ter uma história, que era um patrimônio cultural, e isso, agora, eu posso acrescentar para a minha família”, comenta George Paulin, aluno da escola e participante da expedição. Karena Ramires, também estudante, concorda. “A gente se aprofunda mais e vai levando isso para a vida toda, vai passando. Tenho uma irmã, e a gente vai passando para ela; e ela, para os amigos”, comentou.

Despertar a consciência para a necessidade de preservação dos espaços é outro fruto colhido no projeto. “É muito importante lutar para preservar esses lugares”, diz o estudante George.

Museu

Outra frente do projeto é criar o Museu do Mitre. Nos seus quase 90 anos – idade que será comemorada em novembro de 2017 –, o colégio é testemunha da história da cidade e berço de profissionais e lideranças espalhados pelo mundo. 

Para isso, está sendo iniciada uma campanha com a comunidade (ex-alunos, ex-professores, merendeiras, entre outros), para a arrecadação de objetos relacionados à escola (uniformes, cadernos, cartilhas). “Qualquer coisa que tenha a ver com a trajetória da pessoa com a escola. Qualquer testemunho material que se relacione com a história da escola”, explica Louvain. Algumas peças já estão sendo catalogadas. Uma das mais singulares, aponta o coordenador, é um sino usado pelo inspetor da escola, na década de 1950, para chamar os alunos de volta às salas de aula.

“O trabalho de levantamento do patrimônio é importante para a autoestima, identidade e sensação de pertencimento”, pontua Louvain. “Essa identidade coletiva é muito importante porque mostra que as pessoas têm orgulho de sua relação com a escola”, completa.

Aqueles que desejarem doar peças para o futuro Museu do Mitre podem entrar em contato pelo e-mail pedro.oliveira@unila.edu.br.

O Mitre

O Colégio Estadual Bartolomeu Mitre também é um patrimônio de Foz do Iguaçu. Foi criado em 15 de novembro de 1927 e iniciou suas aulas no dia 15 de janeiro de 1928, ainda com o nome de Grupo Escolar Dr. Caetano Munhoz da Rocha. Somente na década de 1930 é que a escola ganhou o nome que a identifica até hoje.

Desde sua criação até 1952, a escola funcionava no prédio onde hoje está a Agência da Receita Estadual. A partir dessa data, as atividades foram transferidas para o prédio atual, na Rua Jorge Schimmelpfeng.

O nome do colégio é uma homenagem ao general argentino Bartolomeu Mitre que, em 1865, durante a Guerra contra o Paraguai, impediu que as tropas paraguaias cruzassem a área a oeste do Paraná e adentrassem o território brasileiro.

Colaboração: Assessoria de imprensa