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Será que está na hora de mudar o rumo profissional?

Foto: Contelle Assessoria - Será que está na hora de mudar o rumo profissional?
Foto: Contelle Assessoria

O despertador berra alto logo numa segunda-feira de manhã e você não tem a mínima vontade de levantar para ir ao trabalho? E, mesmo “se jogando da cama” você vai ao trabalho, mas não sente a menor empolgação pelo que faz? Saiba que isso está muito além de ser uma simples preguiça de começo de semana e pode ser um “verdadeiro monstro silencioso” que destrói até mesmo a saúde das pessoas.

A insatisfação com o trabalho é uma “doença moderna”. Uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma Brasil) em três capitais – São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre – com 1.034 profissionais ativos no mercado de trabalho, no final de 2014, mostrou que 72% das pessoas estão insatisfeitas com o trabalho. Segundo a pesquisa, a insatisfação em 89% dos casos tem a ver com reconhecimento, em 78% com excesso de tarefas e em 63% com problemas de relacionamento. Mas, e a origem desse problema, você saberia dizer qual é?

Diego Knebel e Diego Nicolau, master coaches da Kasulo Desenvolvimento Humano, lembram que esse comportamento é conhecido como a “Síndrome da Segunda-feira”, um problema comum a quem está desanimado com o que faz, e pensa seriamente numa transição em sua carreira.

Antes de qualquer coisa, temos que entender o que é uma carreira profissional. Antigamente, se achava que carreira era trabalhar 20 ou 30 anos em uma mesma empresa. Hoje, esse conceito mudou. 

“As novas gerações tendem a ser mais felizes justamente porque não se apegam à empresa, mas ao que gostam de fazer”, conta Knebel.

“Os anos 80, conhecidos como ‘a década perdida’, fizeram com que a instabilidade em nosso país levasse as pessoas a se ‘agarrar’ no emprego, por isso, quem viveu esse momento econômico sempre falava empolgado que trabalhava tantos anos em um mesmo lugar. Agora vivemos uma ruptura desse pensamento”, completa Nicolau.

Em que momento, então, um profissional deve parar, respirar fundo e decidir mudar de rumo profissional e ser feliz? Calma, antes de jogar tudo para o alto, existem algumas dicas que fazem a diferença para que a pessoa não repita os ciclos de desânimo mesmo dando uma guinada profissional. 

“É importante uma busca pelo autoconhecimento e o trabalho de coaching ajuda muito nisso. Primeiro: não há sucesso, em qualquer área da vida de alguém, sem um alinhamento. Temos que fazer algumas perguntas como ‘eu sou feliz com o que eu faço? Eu realmente defendo as minhas causas?’. Um profissional feliz se sente pertencente àquilo que ele faz, e aí faz com dedicação. Isso leva à felicidade”, argumenta Knebel.

Para Nicolau, essas questões devem passar por um autodiagnóstico ainda mais profundo. 

“Quando a pessoa passa 6 dias da semana esperando por apenas 1 dia, algo está muito errado. Ser feliz apenas na folga não é ser feliz. Mas será que é a profissão que está errada ou é o lugar aonde você exerce a atividade? Tive um caso de um advogado tributarista, que estava muito infeliz em sua profissão. Fizemos uma investigação e percebemos que não era a profissão o problema, mas o local. Ele começou a trabalhar com causas criminais e encontrou a realização. Trabalhar apenas pelo salário é 50% do processo de desempenho apenas, e isso é muito pouco”, afirma.

Olhar para dentro de si é um dos maiores desafios da humanidade, e os master coaches avaliam isso como parte inerente ao processo de transição na carreira. 

“Tenha calma. Comece uma pesquisa, respire e se avalie. Por mais difícil que esse processo de mudança seja, é fundamental que todas as pessoas conheçam seus pontos fortes e pontos de melhoria; seus medos, talentos e valores. Equalizando esses fatores se consegue um equilíbrio”, revela Diego Knebel. “A mudança causa medo, e temos que estar dispostos a encarar nossos medos”, finalizou Nicolau.

Colaboração: Contelle Assessoria