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Unioeste de Cascavel lacra cápsula do tempo

Foto: Assessoria - Unioeste de Cascavel lacra cápsula do tempo
Foto: Assessoria

O aniversário do Campus mais antigo da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) foi marcado por um marco na história da Instituição. Ontem (16), foi lacrada a Cápsula do Tempo, projeto idealizado pelo professor Vilmar Malacarne, do Grupo de Pesquisa de Formação de Professores de Ciência e Matemática. 

“Aqui, além de, claro, guardar objetos, nós pensamos em guardar sonhos de pessoas. Para isso, as pessoas que foram convidadas tinham a absoluta liberdade para colocar o que quisessem dentro da caixa”, explica Malacarne.

E, esses sonhos só devem ser revelados daqui 56 anos. Lá, no ano de 2072, a Cápsula do Tempo deve marcar o centenário do Campus, que foi a primeira instituição de Ensino Superior do Oeste do Paraná. 

Para o diretor do Campus, Alexandre Webber, o presente não foi apenas para a Instituição. 

“É algo para o futuro. É algo que as pessoas colocam suas expectativas e esperanças”, diz Alexandre. Ele acredita que projetos como este aproximam a universidade da comunidade. “É importante essa interação com a sociedade. E que essa juventude veja a Universidade pública como um espaço que será deles daqui a alguns anos. A ciência é de extrema importância para a sociedade, então, ela não pode ficar restrita ao espaço da universidade”, diz.

A caixa onde estão os objetos possui um metro cúbico e fica no canteiro central do Campus. Ela é protegida por várias camadas de materiais para impedir qualquer tipo de contaminação. 

Dentro dela, estão oito caixas em formato de arquivo com os materiais que foram entregues por servidores, professores e acadêmicos, além de estudantes de duas escolas municipais de Cascavel.

O local onde ela está já é um espaço de visitação do Campus. Por isso, um dos objetivos do projeto é também fazer com que a comunidade que frequente o local pense na ciência e como o tempo influencia a vida das pessoas. 

“Se as pessoas imaginarem o que há lá, estarão dando o passo mais importante para se fazer ciência, que é imaginar coisas. Quando a gente consegue imaginar coisas, talvez a gente também consiga fazer essas pessoas olharem a educação com um olhar um pouco diferente. E isso é que vai ter valido a pena”, conclui o professor.

Colaboração: Assessoria