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Vocação universitária atrai novos moradores para Curitiba

(Foto: Divulgação) - Vocação universitária atrai novos moradores para Curitiba
(Foto: Divulgação)

A vocação universitária de Curitiba surgiu desde a criação da primeira universidade do país, em 1912. Ao longo das décadas, com a ampliação dos cursos e a instalação de outras instituições de ensino superior, essa fama foi se fortalecendo, atraindo novos moradores para a cidade. O estudante de Medicina Bruno Hirt, de 21 anos, mudou-se de Mafra (SC), sua cidade natal, para Curitiba ainda no tempo em que se preparava para prestar o concorrido vestibular. Ele fez curso preparatório durante três anos para disputar uma vaga entre 95 candidatos no curso de medicina da UP. “É uma boa forma de amadurecer e ser responsável pela sua própria vida”, diz o universitário, ao falar sobre sua experiência de vida longe da família.

Em Curitiba, cinco instituições oferecem vagas para o curso mais disputado em todo o Brasil, o que também faz da cidade um dos principais polos de formação de médicos do país. Para 2017, o MEC ainda autorizou a abertura de novas vagas de Medicina na Universidade Positivo, que passa de 94 para 169 vagas para o curso.“São alunos do Paraná e de outras partes do país, como o estudante Bruno Hirt, que vão se fixar em Curitiba para os estudos universitários, trazendo conhecimento cultural, vivência e gerando divisas para a cidade”, destaca Ipojucan Calixto Fraiz, coordenador do curso de medicina da Universidade Positivo (UP).

A abertura de novas vagas em um curso de alta complexidade como Medicina não é fácil. O MEC leva em conta a estrutura disponível para aprendizado na instituição e a realidade do setor de saúde e sua cobertura junto à população na cidade onde o curso está presente. “O sistema de saúde de Curitiba sempre foi considerado referência para o Brasil. Temos uma cidade com quase dois milhões de habitantes, com cinco cursos de Medicina se transformando em polo deformação médica, com espaço adequado para a formação desses estudantes”, afirma o professor.

O curso de Medicina é, normalmente, o mais disputado nos vestibulares do país. É difícil obter uma conta exata do total de interessados. Somente por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2015, existem cerca de 3,7 mil vagas em todo país. Normalmente, a relação candidato/vaga fica na ordem de 60 candidatos, o que somaria, em tese, mais de 220 mil estudantes buscando ingressar no curso”, analisa João Batista Machado, chefe do Departamento de Processo Seletivo da UP. Só os vestibulares da Universidade de São Paulo, Universidade Estadual de São Paulo e Universidade Federal do Paraná (UFPR) contam com cerca de 44 mil interessados.

De acordo com Fraiz, os jovens interessados em Medicina têm predisposição para morar em outras cidades em razão da forte concorrência. “Eles costumam prestar vestibular em vários locais do país. Não à toa, a Universidade Positivo conta com um perfil de acadêmicos de várias regiões, diferente do que costuma acontecer na maior parte dos outros cursos”, esclarece. Na avaliação do coordenador, existe tendência de que, mesmo com o aumento de vagas, o vestibular de Medicina da UP continue acirrado na disputa por uma vaga, devido ao bom resultado nas avaliações do MEC – sexto melhor curso do país no Conceito Preliminar de Curso (CPC) .

A mistura de projeto pedagógico, corpo docente e gestão acadêmica explicam o bom desempenho do curso de Medicina, na opinião do reitor da UP, José Pio Martins. “Nós temos uma coordenação muito exigente. Diria que é exigente até demais. Os estudantes ficam por conta do curso de manhã, tarde e noite. Somos rigorosos para que os acadêmicos aproveitem da melhor forma possível”, diz. “Além disso, pela legislação, o curso deveria ter 7,2 mil horas/aula, mas a UP oferta quase 8,2 mil”, ressalta.