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A paranaense que viveu o terror do terremoto na Itália

(Foto: Vigili del Fuoco) - A paranaense que viveu o terror do terremoto na Itália
(Foto: Vigili del Fuoco)

Quando saiu do Paraná para ir viver com o marido na Itália, Maria Lima não imaginava passar por uma situação como a que viveu nos últimos dias. Em 42 anos de vida, a chefe de cozinha jamais tinha enfrentado o terror de um terremoto, ainda mais em uma escala tão grande com o que arremeteu a Itália na madrugada da última quarta-feira (28).

Maria é natural de Umuarama, noroeste do Paraná. Foi viver na Itália com o marido em dezembro de 2013, na cidade Fiano Romano, na região do Lazio. A chefe contou que sua cidade fica a 30 minutos de Roma, a capital do país, e a 50 minutos da cidade Amatrice, uma das mais afetadas pela tragédia.

A paranaense contou que às 3h36 da madrugada de quarta-feira (22h36 da terça-feira no horário de Brasília) ela e o marido acordaram com o tremor. “Acordamos com a cama tremendo forte e um barulho nas estruturas da casa, logo percebemos que se tratava de um terremoto”. O primeiro sentimento que apareceu foi o susto e o medo, então o casal saiu da casa onde vivem. “Às 4h30 veio o segundo [terremoto] em menor proporção, mas ainda assustador”.

Depois de um tempo, Maria e o marido italiano voltaram para a casa e ligaram a televisão, que segundo ela já dava as primeiras notícias. A cidade em que a brasileira mora têm construções mais modernas, com tecnologia antiterremoto, o que evitou que o local ficasse destruído. Mas o mesmo não aconteceu com as cidades de Amatrice, Accumoli, Pescara del Tronto e Arquata del Tronto. “As outras são cidades de montanhas, construções centenárias”, explica Maria ao contar que Amatrice ficou completamente destruída.

Segundo as notícias da televisão italiana, que Maria acompanha diariamente, até o momento foram 460 tremores de intensidade menor, sendo o último registrado às 14h36 nesta quinta-feira (25), no horário da Itália. “Ajuda de toda Itália foi enviado para o local, com mais de 2 mil homens da polícia, corpo de bombeiros e força do exército, além de 3 mil voluntários”.

A brasileira ainda contou à reportagem que o uso dos helicópteros foi fundamental nas primeiras horas, transportando feridos aos hospitais. O local ficou com o acesso dificultado pela destruição de estradas e ruas. “Um fator importante é que ainda férias de verão na Europa.  Esse lugar onde há mais vítimas estava com muitos turistas”, explica.

Para Maria, mesmo com a tecnologia antiterremoto da cidade, o medo foi e ainda é muito grande, principalmente na hora de dormir. “Foi horrível, o medo continua. O pior é à noite, pois não há como prever”, desabafa.

Até o momento foram confirmadas 250 mortes e mais de 360 feridos e hospitalizados. O primeiro terremoto que atingiu as cidades foi de seis graus na escala Richter.

Colaboração Louise Fiala