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Acordo comercial entre EUA e R. Unido pode levar uma década, diz Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse, em entrevista à rede britânica BBC, que pode levar uma década para o Reino Unido negociar um novo acordo comercial com os Estados Unidos se o país deixar a União Europeia. "Pode levar cinco anos, 10 anos antes de sermos capazes de realmente obter alguma coisa."

Os EUA e o bloco europeu do qual o Reino Unido faz parte estão tentando selar um acordo comercial, o Acordo Transatlântico de Comércio e Investimento (TTIP). Obama disse que o país não conseguiria negociar algo com os Estados Unidos mais rápido do que a UE. "Nossa preferência seria por trabalhar com este grande bloco de países", acrescentou.

Obama voou para a Alemanha depois de uma visita de três dias ao Reino Unido, durante a qual irritou defensores de uma saída do país da União Europeia (Brexit), deixando claro os Estados Unidos preferem a permanência. Ele disse na sexta-feira que o Reino Unido irá para o "fim da fila" para um acordo comercial com os EUA se votar por deixar o bloco em um referendo marcado para o dia 23 de junho. O comentário despertou críticas de apoiadores da saída do Reino Unido da UE, que acusaram o presidente dos EUA de intromissão.

Obama disse à BBC esperar que os eleitores britânicos ouçam a opinião amigável do "presidente dos Estados Unidos, que ama o povo britânico e se preocupa profundamente com esta relação". Ele afirmou ainda que o estreito relacionamento entre a Grã-Bretanha e os EUA continuará, aconteça o que acontecer. "A ligação entre os nossos dois países é inquebrável", disse.

Hillary Clinton, favorita para garantir a indicação do Partido Democrata à disputa pela Presidência dos EUA, compartilha a opinião de Obama sobre o Brexit. O consultor político sênior Jake Sullivan disse ao jornal Observer que Clinton "acredita que a cooperação transatlântica é essencial" e que a cooperação é mais forte quando a Europa está unida. "Ela sempre valorizou um Reino Unido forte em uma União Europeia forte", afirmou. Fonte: Associated Press.