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Agricultores protestam na Grécia contra impostos e reformas no setor de pensões


Confrontos entre a polícia e manifestantes eclodiram nesta sexta-feira fora do Ministério da Agricultura da Grécia, no centro de Atenas, durante um protesto de agricultores contra o aumento de impostos e reformas no setor de pensões exigidas pelos credores internacionais do país. A polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que atiraram pedras contra o Ministério.

Uma grande manifestação é esperada no final do dia. Os agricultores serão acompanhados por advogados, engenheiros e funcionários público, além do sindicato filiado ao Partido Comunista, no sábado.

Os protestos representam um grande obstáculo ao primeiro-ministro, Alexis Tsipras, na sua tentativa de aprovar reformas.

Cerca de 800 agricultores que chegaram pela balsa da ilha de Creta se reuniram em frente ao prédio do Ministério da Agricultura. Ocorreram tumultos quando a tropa de choque que guardava a entrada do prédio impediu os agricultores de entrar para uma ocupação simbólica do ministério. Os manifestantes atiraram pedras, quebrando janelas do edifício, e queimaram sacos com lixo.

Ao mesmo tempo, alguns agricultores se agrupavam nas principais rodovias do país, preparando-se para ir à Atenas, com muitos prometendo levar seus tratores para o centro da capital, apesar da proibição.

Há mais de três semanas, as associações de agricultores têm prometido bloquear as estradas, usando milhares de tratores.

Logo depois que os protestos começaram, Tsipras pediu aos agricultores para conversar, mas até o momento eles têm recusado a enviar um representante. No entanto, algumas associações de agricultores têm indicado que estão dispostas a enviar uma delegação em algum momento na próxima semana, depois de seus comícios.

Na semana passada, uma greve de 24 horas foi realizada por trabalhadores dos setores públicos e privado e um dos maiores comícios observados na Grécia nos últimos meses foi realizada no centro de Atenas.

O governo da Grécia está bloqueado nas negociações com os credores sobre a primeira revisão do seu programa de resgate, no valor de até de 86 bilhões de euros (US$ 97 bilhões). Fonte: Associated Press.