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Alarme falso sobre segundo ataque em aeroporto na Flórida causou alvoroço

(Foto: Divulgação) - Alarme falso sobre segundo ataque em aeroporto causa alvoroço
(Foto: Divulgação)

Quando o arquiteto aposentado Donald Robertson chegou ao terminal 1 do Aeroporto de Fort Lauderdale-Hollywood, na tarde de sexta-feira (6), o ataque a tiros acontecido no terminal, causando cinco mortes, já havia se encerrado pelo menos uma hora antes. O acusado pelos disparos, Esteban Santiago, já estava preso e o aeroporto havia em geral retornado ao seu ritmo normal.

Mas quando Robertson estava atravessando o portão, ele viu "uma disparada" de pessoas, entre as quais aparentemente alguns policiais, correndo em sua direção.

Um rumor sobre a possibilidade de um segundo ataque havia se espalhado pelo aeroporto, via mídia social, notícias e boca-a-boca.

Houve pânico, e o aeroporto foi fechado. O que se seguiu ao rumor foi uma corrida de terror para os passageiros, que fugiram para a pista de pouso, se viram separados dos parentes e amigos, se feriram no tumulto, se esconderam em cozinhas e áreas de armazenagem, e se protegeram atrás de caminhões de bagagem.

Os passageiros se declararam frustrados pela falta de informações –quanto à sua situação de segurança, sobre onde ir depois do fechamento do aeroporto, e sobre como recuperar os milhares de objetos espalhados pelos terminais.

O xerife Scott Israel, do condado de Broward, disse ter dado a ordem de fechar todo o aeroporto como precaução de segurança, depois de ter recebido a informação de que "tiros talvez tivessem ocorrido e que havia um atirador em ação em outro terminal".

As autoridades negaram o rumor cerca de 30 a 45 minutos depois que ele começou a se espalhar, o que despertou questionamentos sobre a reabertura rápida do aeroporto depois do incidente. Os policiais e a segurança estavam realizando buscas no aeroporto e nos estacionamentos, àquela altura.

Não está claro como exatamente o boato começou. Diversos passageiros disseram ter ouvido o que lhes pareceu serem tiros, no terminal 3 –estrondos ruidosos. Israel disse que alguém informou ter visto uma pessoa ensanguentada, e por isso presumiu haver um segundo atirador à solta.

Com tanta gente espalhada por tantas áreas, foi difícil difundir informações.

"Tentei informar diretamente ao maior número possível de pessoas", disse Israel. "Comunicação é crucial, mas não existe maneira de nos comunicarmos com milhares de pessoas".