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Alemanha diz que conseguiu arquivos com registros de membros do Estado Islâmico

A agência da polícia federal da Alemanha afirmou nesta quinta-feira que possui arquivos que contêm nomes e outros dados pessoais de membros do grupo extremista Estado Islâmico. Segundo funcionários, isso pode ajudar a processar militantes suspeitos.

A agência, a Polícia Criminal Federal (BKA, na sigla em alemão), acredita que os documentos são autênticos e se mostrarão úteis em processos e para avaliar medidas de segurança, disse uma porta-voz. A funcionária não informou como o órgão obteve os arquivos nem quis revelar qualquer detalhe sobre as informações contidas nele.

O ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizière, ressaltou a importância dos documentos. Segundo ele, o material oferece "uma grande oportunidade para provar a participação também de alemães em atividades terroristas do chamado Estado Islâmico".

Os registros podem ajudar a tornar as investigações "mais rápidas e mais claras" e gerar sentenças mais rígidas para alemães envolvidos em atividades do grupo, disse de Maizière.

A confirmação de que as autoridades alemãs têm uma nova série de documentos do Estado Islâmico ocorre após a Sky News informar, no fim da quarta-feira, que obteve dezenas de milhares de documentos similares, que contêm 22 mil nomes, endereços, números de telefone e contatos familiares de membros do Estado Islâmico. Não está ainda claro se os documentos obtidos pelas autoridades alemãs são idênticos àqueles conseguidos pela Sky News.

A porta-voz da polícia federal alemã disse que as declarações dela se referiam apenas à reportagem do jornal alemão Süddeutsche Zeitung e das emissoras públicas NDR e WDR na segunda-feira. Segundo esses meios, o jornal obteve "dezenas" de arquivos com informações sobre os combatentes do Estado Islâmico da Alemanha.

De acordo com a reportagem, aqueles arquivos eram parte de um vazamento maior que incluía milhares de dossiês sobre os membros do grupo.

Uma fonte do Reino Unido disse que agências de inteligência britânicas examinariam os documentos obtidos pela Sky News, mas advertiu que isso deve levar tempo. Caso sejam genuínos, os documentos podem ajudar as autoridades, complementou o funcionário, inclusive para detectar membros do grupo que voltaram à Europa. A papelada não fornece, porém, detalhes sobre planos de ataques, segundo a fonte.

De acordo com o serviço doméstico de inteligência alemão, mais de 800 pessoas já viajaram da Alemanha para se unir ao Estado Islâmico ou a outros grupos radicais na Síria. Cerca de 260 delas voltaram ao país europeu e alguns foram processados. Fonte: Dow Jones Newswires.