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Ataque próximo a Medina deixa 4 mortos

Três ataques terroristas se abateram sobre a Arábia Saudita na noite de ontem, gerando temores de um ataque coordenado a um dos principais aliados do Ocidente no Golfo Pérsico. Na pior delas, um homem bomba se explodiu do lado de fora da mesquita onde está enterrado o profeta Maomé, matando quatro oficiais e deixando outros cinco feridos. Outras duas explosões foram registradas no mesmo dia em cidades diferentes do país: uma próxima a uma mesquita xiita e outra na frente do consulado dos Estados Unidos no país.

Milhões de muçulmanos convergem à Medina todos os anos e passam pela mesquita alvejada. Segundo as autoridades, o homem se explodiu em um estacionamento após perceber que os guardas do local haviam levantado suspeitas sobre ele. Diversos carros pegaram fogo por causa da explosão.

Nenhum grupo assumiu a autoria de qualquer um dos ataques.

A mesquita do profeta Maomé estava lotada no final da tarde de ontem, no penúltimo dia do Ramadã, que se encerra hoje. Qari Ziyaad Patel, um sul-africano de 36 anos, estava no local quando ouviu a explosão. Muitos acreditavam que esse era o barulho dos canhões que são utilizados para celebrar a ocasião, mas ele estranhou. "As vibrações eram muito fortes", disse. "Parecia um prédio implodindo".

O homem que se explodiu dentro de um caminhão do lado de fora do Consulado norte-americano em Jiddah tinha origem paquistanesa e morava no país há 12 anos, afirmou o governo nesta terça-feira. Abdullah Qalzar Khan tinha 34 anos e vivia na cidade com a mulher e os sogros. Apenas dois soldados ficaram feridos.

A família real saudita recebe grande prestígio e legitimidade por ser a guardiã dos locais mais sagrados do Islã, Meca e Medina. O ataque pode ter sido uma tentativa de minar essa relação. Fonte: Associated Press.