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Ataques aéreos em cidade da Síria matam pelo menos 20, dizem ativistas

Ativistas sírios afirmaram que os ataques aéreos contra o Estado Islâmico em Raqqa, na Síria, mataram pelo menos 20 civis. A operação ocorreu após a Turquia pediu que a Rússia realizasse operações conjuntas contra o grupo extremista. Segundo os ativistas, pelo menos 20 civis foram mortos em ataques aéreos em Raqqa, capital na prática do Estado Islâmico na Síria. De acordo com o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, houve 24 mortes de civis, enquanto outras seis vítimas não foram identificadas.

A declaração da Turquia foi feita pelo ministro das Relações Exteriores do país, Mevlut Cavusoglu, após uma reunião entre os líderes russos e turcos, nos quais eles concordaram em reparar os laços bilaterais.

Cavusoglu anunciou que a Turquia retomará os ataques aéreos contra alvos do Estado Islâmico na Síria, meses após eles terem sido suspensos em meio a uma grande disputa com Moscou. Ele disse em entrevista à emissora privada NTV que Ancara "irá novamente, de maneira ativa, realizar planos de participar das operações" contra alvos extremistas.

A Turquia suspendeu temporariamente sua participação limitada em ataques aéreos na coalizão liderada pelos Estados Unidos, após a piora na relação com a Rússia, depois de jatos da força turca derrubarem um avião russo na região da fronteira da Síria, em novembro. A Rússia retaliou com o envio de sistemas de defesa em sua base na Síria, 50 quilômetros ao sul da fronteira com a Turquia, e impôs sanções econômicas contra a Turquia.

A Rússia prometeu um cessar-fogo de três horas ao dia em Alepo, para que possa entrar ajuda humanitária em áreas cercadas. O general Sergei Rudskoi disse que as tréguas ocorrerão entre as 10h e 13h (hora local) a partir desta quinta-feira. Fonte: Associated Press.