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Áustria adia eleição presidencial por problemas em envelopes com cédulas

Uma segunda tentativa de eleger o presidente da Áustria neste ano foi adiada nesta segunda-feira. O ministro do Interior, Wolfgang Sobotka, disse que a decisão foi tomada diante da descoberta de que envelopes que receberiam cédulas eleitorais enviadas por correio tinham problemas e poderiam abrir, o que invalidaria esses votos. Não foi informado quantos votos poderiam ser afetados.

O problema foi atribuído a um defeito na cola que levava alguns dos envelopes a abrir. "Eu tenho de admitir que um erro na produção do cartão eleitoral é a razão pela qual não podemos garantir uma eleição que esteja irrevogavelmente em conformidade com a lei", afirmou o ministro, responsável por monitorar as eleições, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira. Sobotka disse que não era possível estimar quantos votos poderiam acabar injustamente invalidados.

O governo deve enviar ao Parlamento na terça-feira uma lei para adiar a votação para o fim de novembro ou o início de dezembro. Trata-se do mais recente embaraço para o governo do país alpino, que luta para executar uma eleição bastante acompanhada.

O segundo turno eleitoral é para o posto em grande medida cerimonial. A disputa envolve Alexander Van der Bellen, de centro-esquerda, e Norbert Hofer, do anti-imigração Partido Liberdade. Os dois aparecem muito próximos nas pesquisas e a disputa tem como pano de fundo a maneira como o governo da Áustria lida com a crise de refugiados.

Van der Bellen venceu Hofer por pouco mais de 30 mil votos em um segundo turno realizado em 22 de maio. Em julho, o Tribunal Constitucional austríaco determinou uma nova votação por causa de problemas no processamento de alguns votos. Mas nos últimos dias a imprensa local relatou o problema com a cola de alguns envelopes, o que gerou a perspectiva de mais uma votação com problemas.

A Agência Criminal Federal austríaca não encontrou sinais de crime no caso dos envelopes, mas continua a investigar o caso. Outra empresa foi encarregada de imprimir os envelopes para evitar problemas na disputa eleitoral. Fonte: Dow Jones Newswires.