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Autoridade do Egito quer execução de envolvidos com câmbio paralelo no país

O presidente do Parlamento egípcio, Ali Abdel-Al, defendeu em comentários publicados nesta quarta-feira a execução dos envolvidos com o câmbio paralelo no país. Segundo ele, o Egito enfrenta uma "guerra econômica", que precisa ser enfrentada de maneira decidida.

Abdel-Al também defendeu o fechamento de todas as casas de câmbio estrangeiras, acusadas de puxar para baixo o valor da libra egípcia, descrevendo-as como um "câncer" na economia da nação. "O Egito está sujeito a uma guerra econômica e a uma conspiração que devemos confrontar de maneira decisiva, para atingir um equilíbrio entre as exigências de segurança e os direitos dos cidadãos", afirmou a autoridade, segundo o jornal estatal Al-Ahram.

O presidente do Parlamento falou após a Casa com 588 integrantes, em sua maioria partidários dos presidente Abdel-Fattah el-Sissi, votar por multas maiores e penas de prisão para os envolvidos com o câmbio paralelo. Agora, os que fizerem isso podem pegar até dez anos de prisão e uma multa de até 5 milhões de libras egípcias (US$ 570 mil).

As autoridades não devem impor a pena capital para o câmbio ilegal, mas as declarações são um sinal da preocupação sentida pelos governantes em relação ao assunto, diante da perda de valor da moeda local ante o dólar.

O Egito negocia com o Fundo Monetário Internacional (FMI) um pacote de mais de US$ 12 bilhões ao longo de três anos para resgatar sua economia. Uma decisão sobre o valor real da libra egípcia é parte crucial das negociações, em sua segunda semana. Segundo relatos da imprensa, os delegados do FMI veem o câmbio real em 11,60 libras egípcias por dólar, enquanto a taxa oficial é de 8,87 libras. No mercado paralelo, um dólar compra até 12,50 libras egípcias.

Autoridades nas últimas semanas fecharam ou suspenderam dezenas de casas de câmbio, acusadas de comprar moeda estrangeira com valores bem superiores às taxas oficiais.

A falta de moeda estrangeira é causada em grande medida pela piora no setor de turismo, crucial para o país. As emissões dos egípcios no exterior também recuaram, enquanto o desemprego de dois dígitos e a alta inflação pioram o quadro econômico. Fonte: Associated Press.