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Bombardeio do governo em Aleppo, na Síria, deixa quatro mortos

Quatro pessoas morreram hoje vítimas do bombardeio de aviões de guerra e helicópteros do governo sírio sobre o norte da cidade de Aleppo, na Síria. A cidade, que já foi um centro comercial do país, tem sido palco de intensos bombardeios aéreos e ataques ao longo dos últimos nove dias, que mataram quase 250 civis, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, cuja base fica na Grã-Bretanha.

Outras organizações atuantes na cidade, como os comitês de coordenação local, reportaram mais de 20 ataques separados em áreas de Aleppo tomadas por rebeldes. Aleppo foi excluída de um breve cessar-fogo acordado pelo exército sírio na sexta-feira e que entrou em vigor à meia-noite na capital Damasco, assim como na província costeira de Latakia.

Apoiadores do governo sírio alegam que Aleppo não pode fazer parte da trégua por causa da presença ativa de membros do grupo Nusra Front, integrante da al-Qaida, na cidade. Mas o chefe da oposicionista Coalização Nacional Síria, Anas al-Abdeh, afirmou que Aleppo não poderia ter sido excluída da trégua e que seu grupo pediu a representantes do governo norte-americano para entrar em contato com a Rússia a fim de que o governo do país interrompa suas operações no norte da cidade.

Após os bombardeios, o secretário de Estado americano, John Kerry, informou que está a caminho de Genebra, na Suíça, para ter conversas urgentes sobre a Síria. Na segunda-feira, Kerry deve se reunir com o enviado da ONU para a Síria e com chanceleres da Jordânia e da Arábia Saudita.

Apesar dos ataques aéreos à cidade, o porta voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (IRCR, na sigla em inglês) Pawel Krzysiek disse que comboios com ajuda humanitária continuam chegando à cidade, tanto a áreas controladas por rebeldes quanto pelo governo. A operação é uma ação conjunta da IRCR, Organização das Nações Unidas e da organização Crescente Vermelho Sírio Árabe, ligado à Cruz Vermelha. Fonte: Associated Press.