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Cessar-fogo está em risco na Síria, em meio a acusações de novos ataques

O cessar-fogo na Síria estava à beira de um colapso neste domingo, com os dois lados do conflito trocando acusações de violar o acordo. O quadro de tensões piorou após a coalizão liderada pelos Estados Unidos que ataca o Estado Islâmico disparar acidentalmente contra as forças do governo no sábado.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas se reúne neste domingo, após Moscou convocar uma reunião de emergência para discutir o ataque de sábado contra posições militares sírias na província de Deir Ezzour, no leste sírio. A coalizão liderada pelos EUA disse que uma aeronave sua atacou acidentalmente militares sírios. Damasco afirma que pelo menos 62 soldados sírios morreram e mais de 100 se feriram.

O Ministério das Relações Exteriores russo disse em comunicado que Moscou estava "profundamente preocupada" com o ataque aéreo e advertiu que o incidente ameaça a implementação do plano de cessar-fogo entre EUA e Rússia. A nota de Moscou repetiu a alegação de que os grupos de oposição apoiados pelos EUA não respeitam o cessar-fogo.

O governo sírio criticou os norte-americanos após o ataque. Segundo o regime sírio, os EUA permitiram que o Estado Islâmico avançasse em Deir Ezzour, onde os dois lados mantêm duros confrontos há meses, enquanto o regime tenta retirar os extremistas de sua base na província.

No domingo, o Estado Islâmico disse que derrubou um avião de guerra sírio dos céus de Deir Ezzour. A imprensa estatal da Síria confirmou que um piloto morreu no ataque.

Enquanto isso, caminhões com ajuda humanitária destinada à cidade de Alepo continuavam presos na fronteira turca no domingo. A ONU diz que espera garantias dos rebeldes e das forças oficiais para cruzar a área em segurança. A entrega de ajuda às áreas mantidas pelos rebeldes de Alepo, onde vivem cerca de 300 mil pessoas, é parte crucial do acordo de cessar-fogo que entrou em vigor na segunda-feira e deve expirar nesta semana. Ativistas e civis dizem que a comida escasseia em Alepo por causa do cerco imposto pelo governo nas partes dominadas pela oposição da cidade. Fonte: Dow Jones Newswires.