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China e Mianmar buscam reforçar relação bilateral

Pequim, 20 (AE) - A China e Mianmar afirmaram neste sábado que se comprometeram a forjar laços mais próximos, como "irmãos de sangue", no momento em que a líder Aung San Suu Kyi realiza uma visita a Pequim. Trata-se da primeira visita diplomática da líder de Mianmar desde que ela chegou ao poder, em março.

Os países vizinhos também emitiram um comunicado conjunto, no qual dizem que fortalecerão o comércio e a cooperação em questões fronteiriças, onde há confrontos ocasionais entre as forças do governo de Mianmar e rebeldes. Não houve menção, porém, ao projeto paralisado de uma represa de US$ 3,6 bilhões no norte de Mianmar, financiado em grande medida por interesses chineses no setor de energia. O assunto é um tema importante nessa visita.

A China tem se esforçado ao longo do último ano para se aproximar de Mianmar. Suu Kyi, por sua vez, tem mostrado disposição para se aproximar do principal parceiro comercial e importante investidor.

A visita de cinco dias, que termina no domingo, é a segunda de Suu Kyi à China em 15 meses. Ela foi presa mais de uma década em Mianmar pela junta militar que comandava o país, que tinha o apoio de Pequim. Nobel da Paz, ela acabou solta e passou a participar da vida política nacional. Atualmente, Suu Kyi é presidente do Conselho Estatal de Mianmar e também acumula o cargo de ministra das Relações Exteriores do país.

Suu Kyi indicou que deseja estabelecer relações mais equilibradas com a China e os Estados Unidos, na comparação com o governo anterior de Mianmar, liderado por Thein Sein, que iniciou reformas políticas e construiu laços com Washington. Fonte: Associated Press.