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China restringe comércio com a Coreia do Norte em reação a testes nucleares

A China baniu a maior parte das importações de carvão e minério de ferro da Coreia do Norte, principais produtos exportados pelo país, em um significativo aumento da pressão sobre os norte-coreanos em meio às sanções da ONU por causa dos testes nucleares e balísticos daquele país.

A China compra cerca de dois terços das exportações da empobrecida Coreia do Norte, o que torna a cooperação de Pequim essencial para que as penalidades comerciais aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU no mês passado tenham sucesso. O líder da Coreia do Norte, Kin Jong Un, intensificou as atividades nucleares em resposta às sanções da ONU.

Em um sinal de crescente frustração com seu aliado, a China assinou as sanções do Conselho de Segurança, que incluem inspeções obrigatórias ao transporte de carga para e a partir da Coreia do Norte. O Conselho pediu que todos os países "redobrem os esforços" para implementar as sanções.

As restrições impostas pela China proíbem a maior parte das importações de carvão, minério de ferro, ouro, titânio, vanádio e terras raras norte-coreanas, importantes fontes de receita para o país, que é rico em minerais. A Agência Central de Inteligência dos EUA, a CIA, estima que a Coreia do Norte exportou US$ 4,4 bilhões em 2013, dos quais 65% foram para a China.

O Ministério do Comércio da China afirmou que algumas importações para uso civil podem ser permitidas, desde que elas não tenham relação com programas nucleares ou balísticos. A China também proibiu as vendas de combustível de aviação para a Coreia do Norte, mas informou que aeronaves poderão reabastecer durante voos para território chinês. Fonte: Associated Press.